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WOW um caso de sucesso de enoturismo em Portugal

De há uns anos a esta parte, Portugal começou a prestar mais atenção ao seu fabuloso património cultural e natural tornando-se ponto de paragem obrigatória para milhões de turistas provenientes das quatro partilhas do mundo.

Este processo de redescoberta do país e do melhor que ele tem para oferecer é especialmente visível no Vinho e na Vinha.

Libertos de algum tipo de complexo de inferioridade em relação aos mais mediáticos vinhos franceses ou italianos, Comissões regionais de Viticultura, produtores de Vinho, privados e o Turismo de Portugal têm vindo a fazer do extraordinário trabalho no renascimento do setor em Portugal e na forma como portugueses e estrangeiros olham para ele.

Encontramos exemplos desta aposta no trabalho realizado pela Comissão dos Vinhos Verdes não só na fiscalização e certificação deste vinho único em todo o mundo, como também na profissionalização da produção e na promoção do Vinho Verde em todo o mundo.

Para além do aumento da produção e do vinho verde produzido, estas ações levados a cabo por esta entidade certificadora despertaram o interesse de milhões de turistas em conhecer a região demarcada dos Vinhos Verdes levando a que produtores como a Quinta da Aveleda ou a Quinta da Lixa colocassem em marcha projetos qualitativos de enoturismo.

O que acontece na região dos Vinhos Verdes é um reflexo perfeito daquilo que está a acontecer em todas as regiões vitivinícolas de Portugal, algo que de tão positivo tem sido que não tem escapado ao radar dos mais variados organismos internacionais, como é o caso da Great Wine Capitals Global Network, rede de cooperação internacional que junta onze cidades com regiões vitivinícolas reconhecidas à escala global e que tem a seu cargo a entrega dos Best of Wine Tourism Awards.

Entre as dezenas de projetos de enoturismo portugueses que na última década foram presenteados com estes importantes prémios, é de destacar o WOW– World of Wine.

Um projeto situado na zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia que compila a história, a magia e as emoções por detrás do vinho português, que na última edição destes verdadeiros “Óscares do vinho” trouxe para a região do Porto o Special Achievement Award, prémio que só tinha sido atribuído uma única vez na história destes prémios, pela qualidade, inovação e impacto para a história e cultura local do passado, do presente e do futuro e pelo seu impacto na economia da região (criou mais de 250 postos de trabalho desde a sua inauguração em 2020).

WOW um caso de sucesso de enoturismo em Portugal

Inaugurado a 31 de julho de 2020, o WOW, já classificado de projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), exigiu um investimento no valor de 105 milhões de euros (traduzido numa área bruta de 55 mil metros quadrados) e nasceu com a missão de reforçar a oferta cultural e museológica da cidade do Porto, bem como enaltecer o potencial da região em áreas estratégicas como o vinho, a indústria e o património sempre numa lógica de sustentabilidade.

Para além de juntar, no mesmo espaço, a história por detrás da primeira região demarcada do mundo (Douro), este complexo turístico-cultural vai mais longe e oferece a quem o visita uma experiência verdadeiramente imersiva no mundo do Vinho através de sete museus em que o ritual dos copos e da indústria da cortiça serve de mote a uma viagem que atravessa os momentos mais importantes da cidade Invicta e acaba a revelar os segredos por detrás de algumas das principais indústrias da região, como os têxteis ou a moda, com um toque doce à mistura.

Para além desta oferta museológica de excelência, o WOW oferece uma alargada oferta gastronómica que se consubstancia em nove novos e multifacetados restaurantes no Porto, bem como ainda um espaço para eventos, uma Escola de Vinho e uma Galeria de Arte.

Esta, que recebe, regularmente, exposições dos maiores vultos da arte mundial, como já foi o caso de Francis Bacon e é agora o caso da exposição de Fotografia “PORTUGAL/SAUDADE” do fotógrafo americano Neal Slavin.

Esta exposição que estará em exibição entre 17 de março e 31 de outubro é constituída por 100 fotografias que Slavin captou em Portugal, sendo que 50 delas foram tiradas em 1968 (um dos poucos fotógrafos estrangeiros a captar imagens do país no final desta década) e as restantes 50 entre 2016 e 2019.

De frisar que, além das fotografias, a história de amor de Neal Slavin com Portugal se tinha refletido no livro que editou já em 1971, “Portugal”, e na longa-metragem documental que ultimou, agora em março, em Lisboa, de seu nome “Saudade: A love letter to Portugal”, com a colaboração de ilustres figuras portuguesas, nomeadamente, Carlos do Carmo, Mariza e Nuno Gama.

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