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Merytu é a nova empresa portuguesa que junta empresas e freelancers

Nos últimos dias, foi apresentada a “start-up” Merytu, uma empresa de origem portuguesa que propõe um modelo de trabalho inovador para a hospitalidade. De acordo com a informação divulgada pelo site Dinheiro Vivo, a Merytu vai alterar a lógica de identificação de talento através de “matching” automatizado entre empresas e profissionais independentes.

A ideia surgiu pela “necessidade de fazer algo diferente, que contribuísse para que as pessoas não continuassem a trajetória de abandono do setor”, disse João Santos Silva, cofundador e CEO da empresa. Hoje em dia, encontrar oportunidades de trabalho no meio digital, por exemplo, garante melhorias no processo de recrutamento. Muitas vezes, a maior relação existente entre o desenvolvimento laboral e a satisfação partilhada entre empresas e trabalhadores proporcionam maiores benefícios. Um processo que se repete em outras plataformas como a Vivaposta.

A plataforma permite que os trabalhadores encontrem oportunidades de trabalho flexíveis e que construam uma carreira de forma autónoma. O CEO descreve esta solução com as palavras “liberdade, autodeterminação e mérito”. A Merytu está presente em Lisboa e no Porto, contando com 1200 profissionais inscritos e apresentando uma taxa de crescimento mensal de 200 novos registos. Já são mais de 250 as empresas que recorrem à plataforma, das quais se destacam nomes como o Grupo Nicolau, o Onyria Quinta da Marinha Hotel e o Chef Kiko. Conforme avança o mesmo “site”, a aplicação conta com uma média de 50 a 100 convites lançados por dia, o que, segundo João Santos Silva, revela “uma boa aceitação de mercado”.

É de salientar que a empresa já causou impacto suficiente para chamar a atenção da Portugal Ventures, que investiu um milhão de euros no projeto. Tem também vários parceiros, que “ajudam a descomplicar as questões burocráticas do mercado de trabalho tradicional”.

Na prática, depois de se instalar a aplicação e de se efetuar o registo, indicando a sua função entre as 16 elegíveis, os trabalhadores ficam aptos para receber convites profissionais, “que podem ser ocasionais ou regulares” e de “quatro horas ou vários dias”. Já as empresas, quando se inscrevem “encontram um espaço para criar um perfil, no qual se podem diferenciar”, tendo à sua disposição o apoio comercial. “O profissional só tem de se focar em dar o seu melhor, até porque é dessa performance que depende o valor que ganha”, pode ler-se.

Os “meryters” (nome dado aos trabalhadores independentes) começam com um patamar inicial, que apenas evolui para outro nível consoante o número de serviços prestados, e é também através destes níveis que a empresa consegue identificar a experiência de cada profissional, o que futuramente poderá tornar possível alcançar um valor por hora superior.

Apesar da aplicação se estar a desenvolver “de vento em pôpa”, a médio-longo prazo, o objetivo é abranger também outras áreas além da hospitalidade, tais como a logística e as tecnologias da informação.

O CEO confirmou ainda que, até ao final do ano, o objetivo da Merytu passa por captar mais 100 empresas e duplicar o número de profissionais inscritos na plataforma. A expansão geográfica é também uma prioridade, dado que a Merytu prevê englobar a região Centro na sua operação ainda este ano e chegar ao Algarve em 2023. O Reino Unido pode ser uma opção de futuro para a “startup”.

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