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Continental ITA aposta na diferença com Continclusiva

A Indústria Têxtil do Ave (Continental-ITA) está a desenvolver o projeto Continclusiva, um projeto para a inclusão de pessoas com incapacidades que se está a revelar uma boa surpresa para os responsáveis da empresa. Em articulação com o Instituto de Emprego e de Formação Profissional e com a ACIP – Ave Cooperativa Intervenção Psico-Social C.R.L., a empresa acolheu quatro estágios de pessoas com incapacidade e o resultado final foi a integração nos quadros da empresa de duas pessoas perfeitamente válidas e com um índice de produtividade igual a todas as outras.

A Liliana é uma surda-muda que vinha de uma situação de desemprego de longa duração. Há dois anos que é um quadro da ITA enquadrada na área da tecelagem da empresa. O Vitor é um transplantado renal que vinha da mesma situação de desemprego de longa duração e trabalha agora no departamento de operações e logística da empresa.

“A empresa ganhou mais do que aquilo que eles ganharam. Ganhámos dois quadros para a empresa perfeitamente válidos. Precisamos que as pessoas trabalhem nas empresas . Não faz sentido estarmos a separar partes da sociedade”, afirmou o administrador Eduardo Dinis durante a visita do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, à empresa no enquadramento do projeto e no âmbito do roteiro pela inovação de Vila Nova de Famalicão.

Paulo Cunha quis com a sua presença sinalizar “esta exemplaridade, um bom exemplo de integração. “vimos duas pessoas integradas em equipas de chão de fábrica. Estão num plano de igualdade com os seus colegas de trabalho. Produzem e sentem-se naturalmente realizados pela utilidade que lhes é reconhecida”.

O Presidente da Câmara é também ele uma testemunha das capacidades associadas às pessoas com incapacidades uma vez que “a Câmara Municipal emprega cerca de quatro dezenas de pessoas nessa situação. Estão perfeitamente integradas, sendo recursos humanos da autarquia tão válidos quanto os outros”.

A Indústria Têxtil do Ave (Continental-ITA) está sediada em Lousado e pertence ao Grupo Continental. O sucesso do  desenvolvimento do projeto fez a empresa avançar já para uma segunda fase de estágios,  para “remover obstáculos a quem vive rodeados deles”.

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