Câmara de Santo Tirso atribuiu voto de louvor à Quinta de Gomariz

A Câmara Municipal de Santo Tirso aprovou, na reunião do executivo, da última quinta-feira, a atribuição de um voto de louvor à Quinta de Gomariz, pela conquista da grande medalha de ouro no concurso “Os Melhores Verdes” 2020. Produtora vinícola exporta cerca de 50 por cento da produção.

Destacando a conquista recente do galardão nacional “Os Melhores Verdes” 2020, com o vinho verde Quinta de Gomariz Colheita Selecionada Avesso 2019, “a que se juntam muitos outros recebidos também a nível internacional”, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Costa, congratulou-se “pelo forte contributo que a Quinta de Gomariz que tem dado, não apenas para o desenvolvimento económico e social do Município, como também para a promoção de Santo Tirso além-fronteiras”.

O concurso, promovido anualmente pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), distinguiu como vinho vencedor o produtor da Sub-Região do Vale do Ave situado em Santo Tirso, cuja enologia tem a assinatura de António Sousa. O escanção Tomás Gonçalves, que o apresentou, descreveu-o como “um vinho expressivo e muito atrativo”, que obteve já vários prémios internacionais. “É muito aromático, frutado e bastante exuberante”, acrescentou.

Em pleno cenário idílico, onde o verde é cor dominante, crescem uvas suficientes para a produção de 300 mil garrafas de vinho. São 17 hectares que se perdem de vista, na localidade de Sequeirô, e que fazem da Quinta de Gomariz uma das referências dos vinhos verdes da região.

“As vinhas situam-se em solos francos, de textura ligeira e bem drenados, dispondo de excelente exposição solar, conferindo às suas uvas uma cor dourada, atingindo com facilidade a plena maturação, daí os seus vinhos serem dos melhores de toda a região”, pode ler-se no site da Quinta de Gomariz.

“Entre 2014 e 2015, registamos um pico de crescimento e desde aí temos mantido o volume de vendas. Temos um produto que não é propriamente barato, mas é um vinho reconhecido e com qualidade”, sustentou Emílio Machado, responsável da Quinta de Gomariz em entrevista ao JA, em junho de 2019.

Nessa ocasião, numa extensa explicação de todo o processo de criação do vinho, destacou-se o facto de “toda a colheita” ser feita entre portas e num “processo manual” que, quando concluído, resulta numa produção que se divide entre o mercado nacional e o estrangeiro.

“Lá fora”, dizia Emílio Machado, a maior fatia do negócio faz-se “no Reino Unido, Alemanha e Brasil”, mas a representatividade dos vinhos da Quinta de Gomariz também se sente na Bélgica, França, Suíça e Japão.

No concurso “Os Melhores Verdes”, entre 243 amostras em prova cega, o júri (de nove elementos) destacou ainda 13 vinhos na categoria ouro, 14 na categoria prata e 149 na categoria honra, num total de 177 vinhos selecionados.

Os vinhos premiados com ouro são o Abcdarium Superior e Casal da Torre de Vilar Escolha, nos brancos, Abcdarium Escolha (rosés), Dom Diogo Colheita Seleccionada (vinhão), Pluma Reserva e Quinta de Alderiz (alvarinho), Abcdarium (arinto), Quinta de Gomariz Colheita Seleccionada (avessso), Opção Loureiro (loureiro) e Quinta da Levada (azal) Todos eles são de 2019, salvo o Pluma Reserva, de 2017.

A Adega da Ponte de Barca aguardente vínica velha XO (com idade igual ou superior a cinco anos), o Valados de Melgaço Reserva Extra Bruto Alvarinho 2017 e o Abcdarium alvarinho 2019 triunfaram nas categorias aguardente, espumante e Regional Minho, respetivamente.

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