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Miguel Rossi é o novo presidente da ACIST

Pela primeira vez, em dez anos, havia duas listas a concorrer aos órgãos sociais da Associação Comercial e Industrial de Santo Tirso (ACIST). No ato eleitoral, que decorreu a 28 de abril, venceu a lista de Miguel Rossi, com 207 votos, contra os 104 votos da lista de João Moreira, presidente cessante.

A tomada de posse dos novos órgãos sociais, com Rui Matos (Residencial Carvalhais) na presidência da Assembleia Geral e Duarte Gonçalves (Galerias Gonçalves) no Conselho Fiscal, está marcada para as 19 horas deste sábado, 14 de maio, na sede da ACIST.
Em declarações ao Jornal do Ave (JA), Miguel Rossi contou que foi “a vontade de ajudar a mudar a ACIST, contribuindo para uma melhor associação”, que o fez candidatar- se aos órgãos sociais. “A abordagem de um grupo de sócios, a noção que a ACIST pode fazer muito mais, a disponibilidade de outros em juntar-se, permitiu que estivessem reunidas as condições para apresentarmos um projeto credível e vencedor”, completou.
O presidente eleito referiuque esta é “uma direção renovada”, constituída por elementos que vão exercer “funções pela primeira vez” e com “dinâmica, disponibilidade e vontade de ajudar”. “Nos restantes órgãos temos uma combinação de renovação e sócios que no passado tiveram funções meritórias na ACIST. Os principais critérios foram a credibilidade e seriedade individual e das firmas que representam”, justificou
a sua escolha.
Para Miguel Rossi, a “grande necessidade” da ACIST passa por “dinamizar, modernizar, descentralizar e impulsionar”, e daí a escolha deste desígnio para a campanha. Dinamizar para “chegar aos sócios” e ter “mais e melhores serviços, ter ações concertadas com o comércio” e “colocar ao dispor dos associados todos os recursos”. Modernizar para ter de “mudar na forma e modo como comunica e nos seus estatutos”. Descentralizar para se “aproximar dos sócios espalhados pelo concelho”, criando “polos que permitam aos associados estarem perto da associação”. E impulsionar as “sinergias entre todos os agentes económicos do concelho”, criando “uma plataforma em rede onde haja partilha de serviços e produtos”. “Precisamos de puxar pelo espírito ‘bairrista tirsense’, sendo a ACIST o elo impulsionador entre comerciantes, empresários, industriais e consumidores”, completou.
Segundo Miguel Rossi, a ACIST “tem de fazer falta aos sócios” e, para isso, quer criar “um conjunto
de serviços, ações e formações que os sócios valorizem e utilizem cada vez mais”, estando “mais próximos” dos associados e “adaptando-se às suas necessidades”. Para o presidente eleito, o movimento associativo “faz sentido se conseguir representar os seus sócios, trazer benefícios económicos, reduzir custos ou contribuir para o desenvolvimento económico/social da zona onde se insere”. E uma vez que considerou que a ACIST “não foi uma ferramenta interessante para a indústria”, Miguel Rossi adiantou que “muito” pode ser feito nesta área, como “formação, enquadramento legislativo e jurídico, ligação ao município, informações sobre o concelho, projetos de investimento,
quadros comunitários”, entre outros. “Sem descurar outros sectores, Santo Tirso é hoje muito forte na indústria têxtil e nos polímeros e a Associação pode dar o seu contributo”, mencionou.
E quanto ao Portugal 2020, Miguel Rossi quer, através do departamento da formação e projetos, candidatar a ACIST “a programas cujo enquadramento esteja relacionado com as necessidades do tecido comercial e industrial”.

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