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Famalicão com 2281 casos de 12 a 25 de janeiro. Santo Tirso com 952

Os dados mais recentes da Administração Regional de Saúde, referentes ao período de 19 a 25 de janeiro, dão conta de que foram registados em Vila Nova de Famalicão 1234 casos, mais 18 por cento do que os contabilizados na semana anterior (1047). Somados estes dados, o concelho apresenta numa taxa de incidência a 14 dias de 1732 casos por 100 mil habitantes.

Já Santo Tirso registou, na última quinzena analisada, 952 casos, sendo que houve já uma descida das infeções: de 19 a 25 de janeiro foram registados 435 doentes, menos 16 por cento que na semana anterior (517). A taxa de incidência deste concelho a 14 dias é de 1399 infetados por 100 mil habitantes.

Face a estes registos, os dois municípios estão na lista dos concelhos com risco extremo, o mais elevado, o que implica esforços redobrados de proteção por parte da população. Setenta por cento dos concelhos estão a “negro” relativamente à situação epidemiológica.

Em situação semelhante está a Trofa, com 547 casos detetados de 12 a 25 de janeiro, que refletem uma taxa de incidência de 1424 casos por cem mil habitantes.

Esta terça-feira, o Jornal de Negócios atualizou a lista do número de pessoas já infetadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. Vila Nova de Famalicão surge com uma percentagem de população infetada, até 18 de janeiro, de 8,9 por cento, o que corresponde a 11.717 pessoas, às quais devem ser somados 1234 infetados contabilizados de 19 a 25 de janeiro.

Já Santo Tirso conta com uma percentagem de 8,38 por cento de população infetada, ou seja, 5706 pessoas, número que está também desatualizado, relativamente aos novos dados da ARSN, que aponta para mais 435 infeções desde 18 de janeiro.

A Trofa, por sua vez, conta com mais de 8,34 por cento da população já infetada, o que corresponde a 3203 pessoas que já contraíram a Covid-19. A estas devem ser somadas mais 303 pessoas.

Apesar das medidas impostas pelo novo confinamento geral, agravadas com o encerramento das escolas na passada sexta-feira, o movimento nas ruas é muito maior do que o verificado no primeiro Estado de Emergência.

E como nunca é demais lembrar, estamos em novo Estado de Emergência, em que as regras gerais passam por ficar em casa, a não ser sair para trabalhar, fazer compras ou para tratar de algo urgente, limitar os contactos ao agregado familiar, usar máscara de proteção, manter o distanciamento físico, lavar as mãos e cumprir etiqueta respiratória.

Entre as medidas aprovadas recentemente, está a proibição de vendas ao postigo nas lojas do ramo não alimentar e de bebidas, incluindo café, nos estabelecimentos do ramo alimentar vão ser proibidas, mesmo nos que estão autorizados a vender em ‘take-away’.

Quanto aos estabelecimentos cuja atividade não está suspensa, o Governo reajustou os horários, determinando que podem funcionar até às 20h00 durante a semana e até às 13h00 ao fim de semana, exceto supermercados, que podem funcionar até às 17h00.

Ao fim de semana, é ainda proibido a circulação entre concelhos, salvo para deslocações de trabalho ou situações de emergência.

O primeiro-ministro, António Costa, adiantou que as regras delineadas “vão ser acompanhadas pelo reforço da fiscalização” por parte das autoridades e das forças de segurança, a quem foi dada indicação de maior visibilidade na via pública.

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