João Sousa apresentou coleção onde perfeição está nas marcas corporais

“Não podemos ter medo de assumir as nossas marcas, sejam acne, sardas, flores de nascimento, vitiligo, ou a nossa cor, sejamos nós brancos, negros ou de diferentes etnias. Não podemos nos refugiar pelos estereótipos da sociedade”. Foi desta forma que o tirsense João Sousa se inspirou para apresentar a coleção de outono-inverno no Portugal Fashion, na Alfândega do Porto, a 14 de março.

A ideia partiu de uma “marca de nascimento” que o jovem estilista tem na cara e que o levaram ao trabalho realizado pelo fotógrafo americano Peter Devito. “Em Portugal, nunca senti esse ‘preconceito’ por parte da sociedade, mas a minha marca também não é tão grande como as que ele registou no seu trabalho”, explicou em declarações ao JA.

O resultado do aprofundamento deste tema foi visto na passerelle do Portugal Fashion, graças ao convite lançado a João Sousa para integrar o Bloom Upload, novo projeto do Bloom, setor que dá palco aos criadores emergentes.

Através de uma coleção cápsula com cinco coordenados, saltaram à vista um blusão oversized, “que recebeu um enorme feedback positivo”, a camisola masculina e o macacão. O branco/cru, símbolo da “perfeição” e dos “estenótipos que a sociedade cria” assume o reinado, mas acaba destronado pela cor que vai surgindo ao longo do desfile, uma “ultimação que representam as marcas”.
Aliás, as ultimações são, para João Sousa, elemento-chave nesta coleção, por serem capazes de tornar “as peças únicas”.

No regresso à passarelle do Portugal Fashion, através do Bloom, João Sousa transmitiu o desejo de continuar a trabalhar em mais edições do projeto.

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