Video ▶ O “braço armado” do poder local faz país resiliente

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Secretária de Estado da Proteção Civil esteve em Santo Tirso, durante o Encontro de Cidades e Vilas Resilientes, e relevou papel do poder local para a eficiência da Proteção Civil.

Cidade resiliente: território que adota medidas que contribuam para o aumento da capacidade de recuperação a catástrofes. O conceito pode ser desconhecido de muitos, mas a verdade é que existe em Portugal, desde 2010, e está organizado numa Rede criada na sequência da Estratégia Internacional para a Redução de Catástrofes, que reúne ocasionalmente para debater os desafios e os resultados de ações tomadas para que se cumpram os objetivos de reduzir os riscos através da prevenção e melhorar a resposta das forças de socorro e segurança.

O 4.º Encontro Nacional de Cidades e Vilas Resilientes aconteceu na Fábrica de Santo Thyrso, a 21 e 22 de novembro, e contou com a presença da secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, que falou da importância das autarquias para a eficiência da Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Catástrofes, coordenada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

“É no poder local que reside o conhecimento das diferentes realidades e das diferentes comunidades. É no poder local que se pode e deve constituir todas as redes que vão dar suporte a este trabalho, sobretudo na área da prevenção”, começou por dizer a governante.

Como cidade resiliente, Santo Tirso corrobora da visão da secretária de Estado, não fosse também Alberto Costa alguém intimamente ligado à Proteção Civil. O presidente da autarquia defende que “é preciso descer mais um patamar” e envolver as “juntas de freguesia”, que se assumem como “braço armado” no terreno, porque “conhecem melhor o território e as pessoas”.

“Pretendemos que, em conjunto, consigamos perceber quais são os problemas, antecipar as ameaças, prevenir e planear uma resposta rápida, através de técnicos dos vários níveis de atuação, desde o serviço municipal de Proteção Civil, passando pelas entidades distritais e nacionais”, frisou.

E no capítulo da prevenção, Alberto Costa relevou a atuação da autarquia junto da população mais jovem, com ações de informação e sensibilização e a criação, nas escolas, de clubes de Proteção Civil.

A (cada vez mais) real ameaça das catástrofes

Na intervenção que fez para vários representantes de entidades da Proteção Civil, Patrícia Gaspar referiu que as catástrofes e os seus efeitos têm de ser cada vez mais considerados no panorama nacional, devido às alterações climáticas.

“Além de continuar a responder à rotina, dos acidentes do dia a dia, é absolutamente fundamental conseguirmos fazer esta elevação naquilo que corresponde a ocorrências menos expectáveis e de maior dimensão”, defendeu, sem deixar de admitir que acredita que as autarquias estão cada vez mais sensibilizadas para a importância do investimento na Proteção Civil. Atualmente, a Rede de Cidades Resilientes conta com 31 municípios e a Comunidade Intermunicipal do Algarve. O objetivo é que, em 2020, sejam 50 as câmaras municipais associadas.

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