Video ▶ Ministro defende descarbonização total da mobilidade até 2050

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“O carro é, na maior parte do tempo, uma lata”. A frase de João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática, em Santo Tirso, faz parte do discurso “quase proselitista” que o Estado adotou para sublinhar a emergência da mudança de comportamentos para acabar com as emissões de dióxido de carbono (CO2).

Reduzir as emissões de dióxido de carbono no país em 40 por cento até 2030 e em 100 por cento em 2050 são as metas que, apesar de poderem parecer uma quimera para muitos, estão a ser defendidas pelo Governo com convicção. A voz mais audível deste desígnio é a de João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Ação Climática que, na Fábrica de Santo Thyrso, numa conferência sobre mobilidade sustentável, desvalorizou a importância do veículo próprio e defendeu que é possível chegar mais rápido através de outras formas.

Só que, para isso, diz, “é obrigatório” mudar comportamentos e perceber que “o transporte individual, cada vez mais, não significa carro”. “Vimos o exemplo dado pela Câmara Municipal de Santo Tirso, com as bicicletas elétricas, mas há ainda os modelos de negócio que ainda há pouco saíram de Lisboa e do Porto, mas que hão de espalhar-se pelo território, que é a mobilidade partilhada. Ao mesmo tempo, temos de pensar que as cidades têm de ser pensadas para andar a pé e não só exclusivamente para o automóvel”, argumentou.

Matos Fernandes assume também a importância de responder ao desafio de “adaptar a oferta e a procura” dos transportes coletivos e elogiou a solução criada pelos municípios de Santo Tirso, Trofa e Famalicão de criar uma rede intermunicipal, pois considera que “não existem limites administrativos para a mobilidade” e que é “importante que as autarquias desenhem as soluções em conjunto”.

Em cima da mesa da conferência “Mobilidade Sustentável: Agora ou Nunca”, realizada pela autarquia em parceria com o JN, estavam questões como que ações cidadãos e instituições devem tomar para responder aos desafios que a mobilidade coloca e em que valores se devem alicerçar as políticas ligadas a esta área. A Câmara Municipal de Santo Tirso considera que, neste capítulo, dá um bom exemplo ao país, desde 2013, ano em que iniciou o Plano Municipal de Mobilidade Sustentável. “Santo Tirso tem estado na vanguarda, através da requalificação dos espaços públicos, devolvendo-os às pessoas, em detrimento do veiculo automóvel. Mas também através de ações de promoção de outros tipos de mobilidade, como o projeto “Pedala”, com as 35 bicicletas elétricas espalhadas pela cidade, e cuja implementação será reforçada”, exemplificou o autarca, sem esquecer de mencionar o projeto “O Ciclismo Vai à Escola”, que ensina as crianças a andar de bicicleta.

Motivar as autarquias

Durante a intervenção que fez na conferência, Matos Fernandes relevou a importância de o Governo “motivar as autarquias” a abraçar a causa da mobilidade sustentável. Mas em que se materializa essa motivação? “De várias formas”, respondeu ao JA o ministro, dando conta do financiamento na “renovação da frota por via dos serviços ambientais das Câmaras, através da introdução de carros elétricos” e dos “fundos comunitários de programas regionais destinados para a transformação das cidades”.

0% de CO2 em 2050? “Estamos a conseguir chegar a essas metas”

O ministro assume como viáveis as metas de reduzir as emissões de CO2 em 40 por cento, em 2030, e em 100 por cento, em 2050, na mobilidade. E assume que Portugal está a “conseguir chegar a essas metas”, até porque, assegura, “já reduziu em cerca de 25 por cento desde 2005”. “O ano passado, a Europa só reduziu três por cento e Portugal reduziu nove por cento”.

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