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União de Freguesias promove ceia de Natal a mais desfavorecidos

União de Freguesias promove ceia de Natal a mais desfavorecidos

À mesa, especialmente decorada com efeitos natalícios, o azeite aguarda pelas mãos daqueles que o vão misturar às batatas cozidas e ao bacalhau. Os copos estão prontos a receber o vinho ou o sumo e, na prateleira os doces espalham aromas inconfundíveis de uma época que todos merecem celebrar. E é com esta premissa que a Junta da União de Freguesias de Santo Tirso Couto (S. Miguel e Santa Cristina) e Burgães promove uma ceia de Natal para os mais desfavorecidos. Por isso, desde há quatro anos que na noite de 24 de dezembro, enquanto a maior parte das famílias estão reunidas, voluntários dão do seu tempo para dar uma mesa digna a quem não tem retaguarda familiar nem possibilidades de ter uma refeição satisfatória neste dia.
Este ano, a equipa do JA também lá esteve, na sede da União de Freguesias, na cidade de Santo Tirso, e percebeu que o gesto não é desvalorizado pelos beneficiários. José Machado sente-se agradecido pela “maravilha” de jantar que foi preparado. “Ainda bem que isto existe. Não tem nada a ver com o que se passava anteriormente, na Escola Agrícola, que era um almoço que mais me parecia para aparato do que para outra coisa. Este, sim, nesta hora e neste dia, tem significado”, advogou.
César Reis é um dos voluntários que não falham um ano desde que esta iniciativa foi implementada pela Junta de Freguesia. Participa “para ajudar as pessoas”, abdicando de “momentos em família para o bem dos outros”. “Estas pessoas precisam de companhia e de alguém que lhes auxilie nesta época do ano e é isso que fazemos com muito gosto”, frisou.
O presidente da Junta de Freguesia, Jorge Gomes, assim como o restante executivo, também acompanha os primeiros momentos da ceia, antes de se juntar à própria família. “O objetivo é reunir as pessoas que, infelizmente, não têm suporte familiar, independentemente de serem carenciadas ou não, aquelas que não têm família nem amigos que os acolhe nesta noite que devia ser de união. Podíamos fazer um almoço ou um jantar dois dias antes do Natal, mas sempre achamos que seria mais justo fazê-lo neste dia”, justificou.

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