SAD do CD Aves e claque “Força Avense” de costas voltadas

“Lamentamos que, numa fase em que a união deve prevalecer, sejamos obrigados a tomar uma posição desta natureza. Informamos também que, no passado dia 6 de janeiro, o nosso departamento jurídico iniciou diligências nos sentido de terminar com o protocolo existente o CD Aves – Futebol SAD e a Força Avense”.

Foi desta forma que a SAD do Clube Desportivo das Aves se pronunciou relativamente à missiva da claque “Força Avense”, que informou não marcar presença no jogo ao início desta noite do clube com o SL Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Além de criticarem a hora do jogo, 19 horas, e manifestado que estão “fartos” de serem “tratados como meros figurantes nos anfiteatros do futebol português”, os membros da Força Avense criticaram ainda a “inércia e passividade com que a SAD do CDA tratou o assunto “arbitragem” até à presente data”.

A Força Avense virou ainda agulhas para Estrela Costa, diretora-executiva da SAD do clube, com quem assume não ter “as melhores relações”, mas cuja culpa, diz, ” deverá ser assacado na sua quase totalidade à dirigente”, a quem acusam de, quando “confrontada com a revolta da Força Avense e de demais associados do clube”, ter reagido “com gestos obscenos e provocatórios, no parque de estacionamento do clube, e ao sair do mesmo”.

” Não bastasse a política de contratações e o planeamento da Época terem-se revelado um desastre, obra de amadores, as movimentações do CDA e dos seus mais directos adversários, no mercado, são assustadoramente distintas. Tome-se como exemplo as do Paços, que já surtiram efeito – saiu da zona de despromoção, na passada Jornada”, escrevem ainda os membros da claque, que não verificam “um fio condutor único” na relação entre o clube e a SAD.

Em resposta, a SAD do CD Aves fez sair um comunicado em que sublinha que “não se revê” no teor das acusações dos adeptos, recusando ainda admitir ” o constante ataque pessoal a membros que constituem a Administração da SAD e do Clube Avense, que não se poupa a esforços para conseguir o melhor para esta instituição”.

“No que respeita ao tema arbitragem, devemos deixar que os órgãos responsáveis possam realizar o seu trabalho de forma tranquila e serena. Só assim poderão prosseguir com o caminho profissional e de destaque internacional do qual nos orgulhamos.

As relações institucionais entre clube e SAD decorrem com a maior das normalidades, como é apanágio desde a criação desta sociedade”, pode ainda ler-se no comunicado.

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