SAD do Aves explica porque não pode ir a jogo com o Benfica: “Não temos seguro, não vamos jogar”

Estrela Costa, acionista da SAD do Aves, explicou este domingo que o clube não tem “uma apólice de seguros válida” o que impede o “clube de realizar jogos ou treinar”. Desportivo das Aves e Benfica têm encontro marcado para terça-feira, em jogo da 33.ª e penúltima jornada da Liga portuguesa, mas a partida não poderá, esgundo a dirigente, realizar-se.

“Temos a apólice de seguros anulada. A lei é clara: não conseguimos fazer jogos nem treinar sem uma apólice de seguros de acidentes de trabalho válida. A SAD esteve a fazer esforços para ultrapassar esta situação, mas hoje, por volta da hora de almoço, pedimos para serem cancelados os treinos. No dia 17 de julho de 2020, através dos Seguros Caravela, fomos notificados no sentido de nos informarem que a apólice estaria anulada”, começou por dizer Estrela Costa, em declarações à Sport TV.

A SAD cancelou, desta forma, o apronto agendado para este domingo, bem como os teste previstos à COVID-19, obrigatórios pelo protocolo de retoma da I Liga, embora os jogadores do Aves se tenham reunido nas instalações do complexo desportivo juntamente com o treinador Nuno Manta Santos, determinados a contrariar a decisão da SAD, treinar e ir a jogo.

Estrela Costa, contudo, explica por que razão o treino foi cancelado. “Não achamos que estejam reunidas as condições também a nível desportivo. A realidade é que estamos desfalcados de jogadores e estamos muito melindrados. Temos tido rescisões por salários em atraso. O facto de não treinarmos hoje é uma decisão da administração, em virtude da anulação da apólice dos seguros. Não podemos mesmo realizar o treino”, concluiu.

O Desportivo das Aves vai, assim, faltar ao jogo com o Benfica, por não ter conseguido reunir as verbas para pagar a apólice de seguros de acidentes de trabalho, requisito obrigatório para o plantel poder treinar e ir a jogo.

A confirmação surgiu, desta forma, depois de a SAD ter tinha cancelado o treino dos futebolistas do lanterna-vermelha da I Liga, que estava agendado para as 17:30, dois dias antes da receção às ‘águias’.

Fonte da administração nortenha assegurou à agência Lusa que também suspendeu a execução dos testes de despistagem à covid-19 a jogadores, treinadores e outros funcionários do clube, obrigatórios nas 48 horas anteriores à partida com as ‘águias’, consoante o protocolo definido para o reinício do campeonato em plena pandemia.

As duas situações comprometem a realização do jogo de encerramento da penúltima ronda da I Liga, na terça-feira, às 21:15, no Estádio do CD Aves, numa altura em que a formação orientada por Nuno Manta Santos ainda não sabe se voltará a trabalhar na segunda-feira, quando vence o terceiro mês seguido de salários em atraso.

Os avenses já tinham ameaçado na sexta-feira faltar ao jogo no estádio do Portimonense, da 34.ª e última jornada da I Liga, marcado para 26 de julho, de forma a “salvaguardar a transparência na luta pela permanência”, uma vez que receiam “não reunir jogadores suficientes e que garantam uma equipa competitiva” contra os algarvios.

O lanterna-vermelha deveria enfrentar o Portimonense, 16.º colocado e primeiro clube acima da zona de despromoção, com os mesmos 30 pontos de Vitória de Setúbal, 17.º e penúltimo, e Tondela, 15.º, envolvidos numa fuga à descida, que ainda engloba o Belenenses SAD (14.º, com 32 pontos) e o Paços de Ferreira (13.º, com 35).

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