Recriações bíblicas da Páscoa atraem milhares (c/video)

Recriações bíblicas da Páscoa atraem milhares (c/video)

A Praça 25 de Abril, em Santo Tirso, transformou-se pelo terceiro ano consecutivo para celebrar a Páscoa. No espaço por onde passaram milhares de pessoas, “ergueram-se” a Aldeia Canaá, Belém, Judeia e outros locais, que ficaram marcados pela passagem de Jesus Cristo ao longo da sua vida até ao calvário e ressurreição.

No Mercado Nazareno, cerca de cem atores e voluntários mostraram as vivências e os ofícios de há dois mil anos e recriaram passagens bíblicas da vida, morte e ressurreição de Cristo. Anabela Gomes foi uma das voluntárias a participar no Mercado Nazareno. Já o ano passado gostava de ter participado e, desta vez, quando houve a oportunidade, não hesitou em inscrever-se. Juntamente com amigos, ocupou-se de recriar os ofícios, com “o trabalho na pedra e na madeira, lavagem da lã e produção de farinha, através da moagem do trigo”. “São práticas que agora não existem desta forma e nós queríamos experienciá-las”, explicou. O espaço ocupava-se também de expositores com vários artigos artesanais, a fazer lembrar uma feira medieval. Mas as recriações bíblicas continuam a ser um dos principais chamarizes do evento. Ao longo de três dias, o evento pro punha aos visitantes que acompanhassem a recriação dos “últimos dias de Jesus, homem que lutou contra a corrupção, abuso de poder e violência entre os homens”. O episódio da condenação de Jesus Cristo e a crucificação são dois dos momentos mais participados, pelo simbolismo que carregam. No local, os visitantes entrevistados pelo JA evidenciaram a “qualidade” das recriações realizadas no evento, que consideram “educativo”, e a oportunidade de poderem passear em família e viver a Páscoa “com mais simbolismo”. “Penso que está conseguido aquilo que é um misto da representação histórica, o dramatismo e a teatralização dessas cenas bíblicas e a própria representação ou as celebrações da Páscoa que a Igreja Católica faz neste período”, afirmou Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal, que garantiu que os horários das recriações no Mercado Nazareno “foram organizados para não coincidirem com as atividades normais da Igreja”, graças “ao diálogo” mantido com o pároco de Santo Tirso. “Inclusivamente, ele deu algumas opiniões sobre se a resenha histórica estava de acordo com os eventos bíblicos”, explicou Joaquim Couto em resposta a algumas vozes da contestação que, considera o autarca, “pretendem criar, artificialmente um conflito entre a Câmara e a Paróquia”. E na terceira edição do evento, o autarca destacou não só a participação de voluntários, como também da “melhor organização e distribuição do Mercado”. “Está mais acessível ao público, especialmente, às crianças”, acrescentou. Promover o concelho e potenciar o turismo são os objetivos desta iniciativa, que já captou a atenção de espanhóis. “Esta é uma atividade muito importante para a Câmara, para promover a imagem do município, que atrairá outras iniciativas culturais, outros investimentos e outros interesses por parte da Região e da Espanha, com enfoque para a Galiza”, frisou. A organização foi forçada a cancelar as atividades do último dia do evento, na segunda-feira de Páscoa, devido às condições meteorológicas desfavoráveis.

Santo Tirso recebe 3ª edição do Mercado Nazareno

Santo Tirso recebe 3ª edição do Mercado NazarenoDe 25 a 28 de março a cidade recebe recriações biblicas

Publicado por Jornal do Ave em Sexta-feira, 25 de Março de 2016

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