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Reabilitação do Palácio da Igreja Velha vence Prémio Januário Godinho

Reabilitação do Palácio da Igreja Velha  vence Prémio Januário Godinho

A reabilitação do Palácio da Igreja Velha, em Vermoim, é a obra vencedora da primeira edição do Prémio Januário Godinho, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que foi entregue no dia 26 de outubro, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide.

O projeto de arquitetura foi da responsabilidade do gabinete VISIOARQ arquitetura, tendo como co-autores os arquitetos Vicente Gouveia, Nuno Poiarez, Pedro Afonso. A promoção da obra ficou a cargo da empresa Vetor Predileto Unipessoal.

O prémio foi atribuído por unanimidade, tendo o júri destacado “a magnitude do interior do edifício e dos espaços exteriores e a forma como os projetistas o souberam interpretar e valorizar, tendo o projeto refletido a adequação do programa à pré-existência”. Do projeto foi valorizada, também, “a integração do novo edifício quanto à escala, volumetria e implantação”.

De acordo com a ata do júri, o edifício, construído no último quartel do século XIX, “foi cuidadosamente reabilitado em todos os seus compartimentos e dependências”. “Os elementos singulares e artísticos, tais como a talha em madeira trabalhada, a riqueza dos tetos em estuque, marmoreados, com artesoados e ainda mobiliário, na sua maior parte, de estilo D. José conferem a autenticidade deste Palácio. Adossado a edifício localiza-se a capela cuja talha, com frescos, pintura de teto e estuques cuidadosamente restaurados”, pode ainda ler-se.

Na entrega do prémio, o arquiteto Nuno Poiarez, assumindo-se como um profissional “da velha guarda que respeita o passado”, afirmou que “ao classificar de interesse municipal o edifício, a autarquia deu o input ao cliente fazendo-o acreditar que estava no caminho certo reabilitando-o na sua plenitude e foi rigorosamente reabilitado segundo as normas tradicionais antigas com todos os requisitos, mas ao mesmo tempo com todo o conforto contemporâneo e modernista”.
Por sua vez, o arquiteto Fernando Gonçalves, da empresa promotora, destacou o investimento feito para salvaguardar um edifício histórico. “O prémio significa o reconhecimento de um trabalho em que nós apostamos, uma reabilitação feita com rigor e o culminar de um desafio enorme e de um investimento na ordem dos cinco milhões de euros”, sublinhou.
Com o valor de sete mil euros, o prémio divide-se em dois mil euros para o promotor e cinco mil euros para a equipa projetista.

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