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Portugal é destino de excelência para “datacenters”

Portugal e Espanha sempre foram reconhecidos pela sua localização estratégica. Nos descobrimentos, Portugal teve um lugar privilegiado pela sua grande costa e pela localização fronteiriça com os “nuestros hermanos” espanhóis. Nos dias que correm, com o constante desenvolvimento da tecnologia como a Internet das Coisas (IoT), com a Inteligência Artificial, a automatização, a computação em nuvem e a intensificação das redes sociais, o país e o mundo estão a movimentar milhões de dados, tornando Portugal também conhecido por ser um local excecional para o armazenamento dos mesmos. A criação de “data centers” em Portugal pode ser uma boa forma de minimizar falhas de permanência de vários sites a nível mundial como o Betfair Apostas, e ainda de forma a garantir que que não se repitam os ciberataques semelhantes aos que já ocorreram com os Jogos da Santa Casa.

Um estudo da Colliers, a que o Idealista teve acesso, revelou que “o nosso país está na mira dos investidores e operadores internacionais, havendo grandes projetos em desenvolvimento em Lisboa e noutros locais do sul do país”. E é em Sines que está a ser construído o maior “data center” da Península Ibérica e um dos maiores no espaço europeu. Desenvolvido pela britânica Pioneer Point e pela norte-americana Davidson Kempner, este centro terá uma capacidade superior a 450 MegaWatts (MW) de energia aos servidores, resultado de um investimento de 3,5 mil milhões de euros. A conclusão das obras do Sines 4.0 está prevista para o primeiro trimestre de 2023.

Em Espanha, destacam-se os Centros de dados em Madrid (com 31 projetos deste tipo de operacionais com 100 MW instalados e um pipeline de 513 MW) e em Barcelona (soma 10 “data centers” operacionais e um pipeline de 110 MW em desenvolvimento). O diretor de “data centers” da Colliers, José María Guilleuma, citado pelo Idealista, disse que o número de projetos anunciados nos últimos seis meses reflete uma atividade “desenfreada” no setor, quer ao nível dos investimentos como no desenvolvimento de novos centros de dados. “Este investimento destaca a importância de Espanha e Portugal como ‘hub digital’ no sul da Europa”, salientou ainda o responsável, adiantando que “uma vez consolidada a oferta de ‘data centers’, o próximo objetivo é garantir a procura”.

Outro estudo, elaborado pela sociedade de advogados internacional baseada nos EUA Akin Gump Strauss Hauer & Feld e pela sociedade de advogados portuguesa PLMJ, avançou, ao Notícias ao Minuto, que “Portugal oferece uma localização única para centros de dados, garantindo um equilíbrio entre as melhores práticas no ambiente de regulamentação de proteção de dados e projetando-se como um dos principais países favoráveis à criação de negócio”.

Mas em que consistem os “data centers”?

Os “data centers” ou, em português, centros de dados são uma instalação física a que as empresas recorrem para hospedar aplicativos e dados. Baseia-se numa rede de recursos de computação e armazenamento que permitem a disponibilização de aplicativos e dados compartilhados. Fazem parte da sua composição elementos como “swtiches”, “firewalls”, sistemas de armazenamento, servidores e controladores. Estes locais necessitam de uma infraestrutura significativa para comportar o “hardware” e o “software”, onde se incluem os subsistemas de energia, fontes de alimentação ininterruptas (UPS), ventilação, sistemas de refrigeração, supressão de incêndio, geradores de “backup” e ligações com redes externas. Existem “data centers” corporativos (criados, adquiridos e operados por empresas), “data centers” de serviços gerenciados (geridos por terceiros em nome de uma empresa), “data centers” compartilhados (a empresa aluga um espaço num “data center” de terceiros) e “data centers” em nuvem (os dados e aplicativos são hospedados por um provedor de serviços numa nuvem, tal como a Amazon Web Services ou a Microsoft).

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