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Partidos pronunciam-se após alterações na Câmara Municipal de Santo Tirso

Partidos pronunciam-se após alterações na Câmara Municipal de Santo Tirso

Os partidos políticos com atividade em Santo Tirso vão reagindo à renúncia de Joaquim Couto da presidência da Câmara Municipal e às alterações decorrentes desta decisão, nomeadamente com a assunção de funções de Alberto Costa, n.º 2 da lista do PS que venceu as eleições em 2017, como presidente da autarquia.

A Federação Distrital do PS/Porto já veio manifestar apoio ao novo edil, considerando “estarem reunidas todas as condições” para que Alberto Costa “assuma o cargo de presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso”. Da mesma forma, apoia Luís Freitas, então n.º 2 da comissão política concelhia do PS, na liderança desta estrutura.

Já a concelhia do PSD questiona a “legitimidade” de Alberto Costa para assumir a liderança do executivo, argumentando que “os eleitores elegeram e confiram em Joaquim Couto como presidente”.

Os sociais-democratas anunciaram que solicitaram ao presidente da Assembleia Municipal “uma conferência de líderes dos partidos” com representação neste órgão para “análise da situação política”, advogando que “está seguramente em crise a gestão livre e sem suspeitas dos destinos da autarquia”.

Igualmente, pediram o “agendamento de uma reunião de Câmara com carácter de urgência”.

Por sua vez, o CDS-PP desafiou “os eleitos do Partido Socialista a seguirem o exemplo” de Joaquim Couto e “demitirem-se” para que “o povo se possa pronunciar através de eleições antecipadas”.

O mesmo é defendido pelo Bloco de Esquerda, partido sem assento na Assembleia Municipal, que considera que o PS “não apresenta mais condições políticas para cumprir o restante mandado autárquico na Câmara Municipal”.

O PCP de Santo Tirso reconhece a “legitimidade legal” para a substituição de Joaquim Couto, mas questiona a “legitimidade ética e política de Alberto Costa”, aludindo ao facto de o novo presidente ser visado numa investigação que se relaciona “com o exercício das suas funções no executivo municipal”. “Estes acontecimentos confirmam a necessidade de reforço do funcionamento da Assembleia Municipal, órgão deliberativo e de fiscalização, como há muito temos vindo a defender”, refere em comunicado a comissão concelhia do PCP.

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