Parede elevatória do Santuário de Fátima criada por empresa famalicense – Jornal do Ave

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Parede elevatória do Santuário de Fátima criada por empresa famalicense

“Wonderwall” é a parede cénica que se destina a melhorar a observação da figura mariana de qualquer ponto do recinto. A parede de mármore está a funcionar há cerca de um ano, mas só é elevada nos grandes momentos celebrativos do culto mariano.
Vítor de Castro Lopes, sócio-gerente da Behind, referiu que a obra foi encomendada pela arquiteta Paula Santos, autora do novo presbitério do recinto de oração em Fátima, e que assenta “num robusto sistema de elevação automático” quase impercetível aos olhos dos peregrinos, que levanta “sem qualquer espécie de ruído visual ou sonoro”.
A parede cénica abrange a cenografia, o design, a engenharia e a arquitetura, sendo que a sua criação envolveu um requisito arquitetónico exigente: “Não podia ter qualquer tipo de mecanismo ou guiamento à vista”, explicou Vítor de Castro Lopes. A parede tem “apenas dez milímetros de espaçamento” para ser movimentada.
A Behind foi criada em Vila Nova de Famalicão, há pouco mais de um ano. Os sócios são Vítor de Castro Lopes, designer, e três engenheiros que fundaram, há dez anos, a ESI, empresa vocacionada para o desenvolvimento de soluções customizadas de engenharia para a indústria. A Behind pretende responder às necessidades de arquitetos, designers, especialistas em marketing de eventos, cenógrafos, criativos e artistas plásticos.
A empresa já criou dois produtos de engenharia para arquitetura, várias soluções para piscinas e tem participado em projetos nas áreas do cinema, multimédia e audiovisual. “Estamos a trabalhar no mercado nacional, testando soluções dentro de portas, mas o nosso desígnio é a internacionalização. O nosso negócio é global e estamos a trabalhar para tornar a oferta facilmente internacionalizável. Temos projetos, ainda em fase de negociação, que podem gerar a rápida expansão da marca, tanto no mercado europeu como no Médio Oriente”, referiu. Em 2016, primeiro ano completo de atividade, a Behind faturou “35 mil euros”, mas, este ano, Vítor de Castro Lopes espera que esse valor duplique.

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