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Parceiros renovam cooperação na Rede Local de Educação e Formação (C/Vídeo)

Oficializada em 2009, a Rede Local de Educação e Formação (RLEF) é uma das ferramentas que a autarquia de Vila Nova de Famalicão utiliza para responder às necessidades do setor, contando com o apoio de mais de 30 entidades públicas e privadas.

Face aos resultados obtidos, os parceiros da Rede Local de Educação e Formação renovaram a cooperação por mais quatro anos. Na cerimónia que marcou a renovação do protocolo, na Casa do Território, no Parque da Devesa, no dia 14 de fevereiro, o presidente da Câmara, Paulo Cunha, afirmou que o protocolo possibilita a “convergência” das “propostas” sugeridas pelos parceiros, cuja “heterogeneidade” é fator determinante para “enriquecer” o projeto educativo do concelho e “melhora” a atuação do Município. “A grande beneficiada é a comunidade”, sublinhou o autarca, que elencou ainda como vantagens da cooperação a “redefinição de planos, evitando dispersão e gastos de energias de entidades com o mesmo objetivo”, levando a uma “concertação ao nível das ofertas e propostas”.
E se se procuram argumentos para justificar a renovação da parceria, Paulo Cunha dá-los: “Quando situamos a presença dos famalicenses nos cursos profissionais numa taxa de ocupação acima dos 50 por cento, além da média nacional, esta rede é claramente uma das causas mais fortes para esse resultado. O mesmo se pode dizer do facto de termos uma mão de obra especializada para o nosso tecido empresarial e de o concelho ser um dos que mais produz a nível nacional e o 3.º que mais exporta”.
O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) é um dos parceiros da RLEF e vê na cooperação uma oportunidade para “encontrar soluções para contornar os problemas do desemprego e promover a qualidade no emprego”, destacou Elsa Teixeira, delegada local do IEFP.
Ainda assim, no concelho ainda se vislumbram dificuldades de muitas empresas em conseguir trabalhadores qualificados. Para Paulo Cunha, a “renovação” e “acumulação” de competências dos recursos humanos é a “maior ambição” da Rede Local. “Tem acontecido que pessoas que, por diversas circunstâncias, perdem o emprego e aos 40 e 50 anos podem ter de conviver com a situação de não conseguirem trabalho na área de formação e percurso profissional. O que fazer com estas pessoas? Ou há uma retaguarda de formação capaz, que faça a sua requalificação e reconversão do ponto de vista profissional ou essas pessoas terão um problema até chegarem à idade da reforma”, argumentou.
Na tentativa de responder às exigências do mercado de trabalho, as escolas têm ajustado as ofertas formativas. Segundo José Mendes, diretor do Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado, “só com alunos instruídos e com conhecimentos é que teremos cidadãos ativos e ambiciosos na procura de um melhor emprego”. “Os bons empregos não caem do céu. É preciso ter vontade, dedicação e não desistir. Sabemos que as melhores profissões são as que não cativam tanto”, frisou José Mendes, referindo-se aos das áreas da “manutenção industrial” e “têxtil”.
Pelo conhecimento que os parceiros têm da realidade empresarial do concelho, a RLEF ganha terreno na orientação dos percursos formativos que respondam às necessidades do mercado de trabalho. É através desta ferramenta que o IEFP consegue adequar a resposta a quem procura emprego.

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