Montado o “maior” dispositivo contra incêndios (C/ Vídeo)

Mais vale prevenir do que remediar. O ditado encaixa que nem uma luva no que ao combate aos incêndios diz respeito e também é tese defendida pela Câmara Municipal de Santo Tirso, que a isso junta a máxima de que a união faz a força. Por isso, montou mais uma vez o Dispositivo Municipal de Combate a Incêndios, que conta com 22 equipas e cerca de 90 elementos.

Bombeiros, Sapadores florestais, PSP, GNR, Polícia Municipal, Proteção Civil e associações de defesa do ambiente unidas num dispositivo com o “maior número de recursos alocados de sempre” e dispostos a lutar por um desígnio que, segundo o vereador Alberto Costa, “deve ser de todos”, porque “todos são importantes no combate aos incêndios florestais”.
“Não deixar lixo, não foguear e limpar matas” são conselhos deixados pelo autarca, que sugere ainda “a ajuda na fiscalização”. “Quando algo está mal e não está de acordo com a legalidade, que nos informem ou às forças de segurança para, em devido tempo, agirmos. E também é muito importante que, em caso de ocorrência, todos estejam a apoiar os nossos bombeiros, que são o nosso grande braço armado no combate aos incêndios”, acrescentou.
Cerca de 50 por cento da área do concelho de Santo Tirso é florestal, pelo que é preciso cuidados redobrados na proteção do território. Aliados às condições meteorológicas, que têm sido favoráveis, os resultados obtidos neste trabalho preventivo faz o município acreditar nesta estratégia. Alberto Costa afirmou que, nos últimos anos, “tem havido um decréscimo quer no número de ocorrências, quer na área ardida”, fruto “das notificações aos proprietários e de um trabalho custoso por parte de todos os combatentes”.


Atenção redobrada aos reacendimentos

O calcanhar de Aquiles continua a ser o número elevado de reacendimentos, problema verificado em Santo Tirso, mas também generalizado em todo o país, conforme explicou Sérgio Barros, 2.º Comandante Operacional Distrital da Proteção Civil. A tipologia do território não ajuda, mas segundo Alberto Costa é preciso fazer mais e também por isso se justifica a criação de uma equipa de Defesa de Floresta Contra Incêndios, composta por desempregados que asseguram a vigilância de várias zonas do concelho. “Percebendo que os Bombeiros têm tantas ocorrências que às vezes têm de saltar de umas para as outras, criamos esta equipa para dar apoio nesta área para permitir um combate mais musculado nos incêndios nascentes”, explicou.


Dispositivo está no terreno desde 1 de junho

A vigilância florestal arrancou no dia 1 de junho, com a equipa de Sapadores Florestais e a equipa de Defesa da Floresta Contra Incêndios da Câmara Municipal de Santo Tirso. Desde essa data que estão também disponíveis quatro equipas de combate a incêndios florestais  dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso  e dos Bombeiros Voluntários Tirsenses. No dia 1 de julho haverá reforço das Equipas de Intervenção Permanente dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves e de Santo Tirso.
Integram ainda o dispositivo as equipas de proteção florestal da GNR, as equipas do comando da GNR de Santo Tirso e de Vila das Aves, apoiadas em viaturas todo o terreno, e patrulha a cavalo, duas equipas da PSP, incluindo a Brigada de Proteção Ambiental, a Polícia Municipal, e ainda uma equipa de primeira intervenção da Junta de Freguesia de Agrela.
No terreno estão também três equipas da Associação de Empresas do Setor Papeleiro e de Celuloses (AFOCELCA), que conta com uma Brigada Helitransportada. Como complemento às operações de combate e rescaldo, o dispositivo conta com retroescavadoras e máquinas de rasto existentes no município.
O vereador da Proteção Civil destacou ainda que o trabalho autárquico, com investimento na ordem dos “200 mil euros”, não se tem cingido ao período crítico de incêndios, “mas durante todo o ano”, uma vez que tem sido feita “a manutenção da rede viária florestal e pontos de água, a gestão de combustíveis, a elaboração do cadastro de proprietários florestais, ações de sensibilização nas escolas e reuniões técnicas com as Juntas de Freguesia”.
“No âmbito da preparação desta época de incêndios 2016, foram notificados, entre março e abril, aproximadamente 775 proprietários, para limpeza dos seus terrenos”, acrescentou a autarquia.


Plano distrital também está montado

Também a nível distrital foi feito um trabalho de prevenção para reduzir o número de ignições. O dispositivo está montado para enfrentar o pior cenário, afirmou Sérgio Barros. “Com base em anos anteriores, foi feito um trabalho muito grande por parte de todos os agentes de Proteção Civil, incluindo a Autoridade Nacional de Proteção Civil que, à cabeça, incentivou uma série de ações com o objetivo de diminuir as ocorrências, desde ações de sensibilizações, planos de defesa de floresta e ações de treino operacional”, afirmou.
A época de incêndios começou a 15 de maio e termina a 15 de outubro. A fase “Charlie”, caracterizada por ser o período mais crítico, decorre de 1 de julho e 30 de setembro.

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