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Ministro da Economia inaugura investimento em Água Longa (c/video)

A multinacional tem mais de 130 colaboradores em Água Longa e passa a ter em Santo Tirso a base do negócio que lidera no mercado dos têxteis para transporte terrestre.

Com uma história de mais de 200 anos, a Lantal Textiles, antiga Gierlings Velpor, fundada pelo grupo Amorim, adquirida agora pelo grupo suíço, “é um excelente exemplo do setor têxtil de Santo Tirso”, por “aliar à experiência e tradição, a inovação, modernização e internacionalização”. Esta é a convicção do presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa que, em declaração aos jornalistas, a propósito do investimento da empresa, em Água Longa, sublinhou que a autarquia “aplaude a ambição de alcançar a liderança no mercado dos têxteis para transporte terrestre” e vê com “grande satisfação a conclusão deste investimento de 1,7 milhões de euros que irá permitir um aumento de mais de 20 postos de trabalho”.

A Lantal Textiles SA é uma empresa especializada na decoração de interiores de transportes públicos para terra, água e ar, nomeadamente estofos, carpetes, cortinas, forros de teto, entre outros produtos. O investimento agora anunciado inclui, de acordo com a empresa, “a aquisição de equipamento moderno, com vista ao aumento da capacidade de produção técnica e reforço da capacidade de tecelagem e acabamentos”. Agora, a unidade em Santo Tirso passa a concentrar a base do negócio de transportes terrestres do grupo Suíço.


Para Alberto Costa, “é um orgulho e prestígio acolher em Santo Tirso um grupo tão reputado internacionalmente”. O autarca assegura que a Câmara Municipal será sempre um agente facilitador da atividade empresarial, “seja através do INVEST Santo Tirso, no acompanhamento de todos os processos e burocracias, ou através do investimento na melhoria de acessibilidades e infraestruturas”.
Já o ministro da Economia, Siza Vieira, incentivou as empresas portuguesas a investir “na economia circular, na melhoria de produtos, na capacidade de reduzir desperdício, da melhoria da eficiência energética e na qualificação dos recursos humanos e da gestão”.  “É importante investir, mesmo nos momentos em que os mercados estão mais incertos. As políticas públicas devem continuar a ajudar esse investimento”, sublinhou.

A Lantal Textiles SA concentra toda a cadeia de produção, desde tecelagem, coloração, impressão e enobrecimento têxtil, incluindo laboratórios de apoio. Prevê atingir, em 2019, um volume de negócios de oito milhões de euros e conta com 130 colaboradores – número que aumentará com a conclusão deste investimento. Líderes nos tecidos para transportes, os suíços da Lantal começaram por ter um acordo comercial com a fábrica portuguesa para a produção de veludo destinado ao mercado ferroviário, elétricos e autocarros. Mas cinco anos depois garantiram o controlo da empresa, onde a família Amorim manteve uma participação na ordem dos 16% , mudaram a designação social da fábrica para Lantal Textiles SA e fixaram, aqui, a sua base para os transportes públicos terrestre.

Fundada em 1808, a empresa já está habituada a exportar 90% da produção e começou por se dedicar aos tecidos ligeiros para vestuário. Reorganizou-se para trabalhar no segmento decorativo mais tarde, quando o mercado da moda se tornou “complexo e passou a ser controlado por grandes cadeias que definem os preços”. Foi assim que a Gierlings Velpor chegou à Ópera de Nova Iorque, a hotéis e teatros em diferentes geografias.

A competitividade demonstrada por esta fábrica de Santo Tirso abre as portas à possibilidade de novos investimentos do grupo suíço em Portugal. “Têm outras áreas de negócios e três unidades produtivas na Suíça, pelo que o sucesso em Portugal pode alargar a sua presença no país a outras áreas”, refere o diretor Constantino Silva que para já, fica, em Santo Tirso, com as competências para todos os projetos do grupo no segmento de autocarros, comboios, metro e teleférico, além de manter a outra vertente de negócios.

A agora Lantal Textiles produziu os tecidos de veludo usados nos comboios que circulam na Ponte 25 de Abril e na Suíça, nos autocarros espanhóis, no metro e nos comboios franceses e Cons-tantino Silva garante que “o fator distintivo da fábrica é a diversidade de segmentos onde atua e que contemplam, também, decoração, vestuário e produtos técnicos”, reiterou.

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