Mercadona chega à dúzia em Portugal com loja em Santo Tirso: “É uma cidade onde queríamos estar”

Dia 25 de junho. Foi esta a data escolhida pela Mercadona para abrir a loja de Santo Tirso. O supermercado localizado na rua dos Trabalhadores do Arco, n.º 20 é a segunda do retalhista a abrir este ano, depois de Aveiro, e a 12.ª em território português. Tem 1900 metros quadrados de área de superfície de vendas e 170 lugares de estacionamento. Segundo a empresa, serão criados 60 postos de trabalho, todos com contrato efetivo.

A loja tirsense respeita o “modelo de loja eficiente” que a Mercadona está a implementar em toda a cadeia, incluindo o Pronto a Comer, a secção de refeições já preparadas. Com corredores amplos e dois modelos de carrinhos, ergonómicos e leves, que não precisam de moeda, a marca tenciona conquistar os tirsenses com a sua política de Sempre Preços Baixos, a aposta nos produtos portugueses e a transparência na apresentação dos artigos de marca própria, que nas embalagens identificam todos os fornecedores da Mercadona.

Em entrevista ao Jornal do Ave, Joana Ribeiro, diretora de relações externas Norte de Portugal na Mercadona, dá pormenores sobre a loja de Santo Tirso e explica o sentido de “comunidade” do retalhista que se afirma “português em Portugal” e que gosta de tratar os clientes por “chefes”.

Jornal do Ave (JA): A Mercadona abre a 12.ª loja em território português, no concelho de Santo Tirso. Porquê iniciar este plano de expansão pelo Norte e porquê eleger Santo Tirso como uma das cidades a receber um dos primeiros estabelecimentos?
Joana Ribeiro (JR):
O critério de proximidade ajudou na decisão de iniciar a expansão pela zona Norte devido à proximidade com o Bloco Logístico de Leão, em Espanha, que serve de apoio ao Bloco Logístico da Póvoa de Varzim, que abriu em 2019.
Santo Tirso é uma cidade onde queríamos estar. Juntámos esse desejo à oportunidade de dar uma nova vida a parte da área onde estava instalada a antiga fábrica Arco Têxteis, com tanto significado para a cidade.

JA: Que características tem esta loja de Santo Tirso? Quantos postos de trabalho serão criados?
JR:
Este supermercado responde ao Modelo de Loja Eficiente que a empresa está a implementar em toda a sua cadeia e conta com uma superfície de vendas de 1900 m2 e 170 lugares de estacionamento. A nova loja caracteriza-se por ter corredores amplos e confortáveis e dois modelos de carrinhos, ergonómicos e leves, que não precisam de moeda. O horário de funcionamento da loja será das 9 às 21 horas, de segunda a domingo.
Este supermercado criará 60 novos empregos, todos com contrato efetivo desde o primeiro dia de trabalho.

JA: Além da comercialização de produtos, que áreas específicas terá e que serviços serão disponibilizados na loja?
JR:
Neste modelo de loja, podemos destacar o Pronto a Comer, que em Portugal apresenta um menu com 41 refeições distintas, no qual podemos contar com novos pratos como a dourada com legumes, a salada de bacalhau com grão, o bacalhau gratinado com batatas ou o salmão ao vapor com legumes, entre outras opções. As pizzas e as massas são confecionadas no momento e os clientes podem escolher os ingredientes ao seu gosto. Podem também servir-se no móvel de saladas self-service, onde estão afixadas as boas práticas da sua utilização, ou tomar o seu café ou bebida quente, com todos os cuidados de segurança e higiene assegurados. Relativamente à secção da charcutaria, esta loja apresenta uma zona exclusiva com presunto ibérico cortado à faca, os nossos clientes podem provar o presunto no momento e pedir para embalar o que mais gostarem. Na nossa peixaria encontram diariamente peixe fresco e de qualidade, que na sua maioria compramos diretamente nas lotas portuguesas. Por fim, destaco ainda a perfumaria, que tem feito imenso sucesso em Portugal. Nesta secção, temos uma ilha central destinada à maquilhagem e uma colaboradora permanente para dar conselhos e dicas.

JA: A Mercadona tem uma forma peculiar de se afirmar através dos produtos próprios. Como é que se caracteriza então essa “identidade”?
JR:
No que respeita aos produtos, temos as nossas marcas próprias, Hacendado (Alimentação), Bosque Verde (Limpeza do Lar), Deliplus (Perfumeria e Cosmética) e Compy (Cuidado dos animais de estimação), entre muitas outras. Marcas de referência de grande qualidade e com produtos inovadores.
Outra caraterística diferenciadora na Mercadona é que não fazemos promoções, temos uma política de Sempre Preços Baixos (SPB) que visa oferecer preços competitivos com a máxima qualidade. Gostava ainda de referir que todos os fornecedores da Mercadona estão identificados nas embalagens. Por exemplo, o azeite marca Hacendado (marca própria de alimentação e bebidas da Mercadona) tem no rótulo a identificação do fornecedor, neste caso a empresa portuguesa Riazor.

JA: Qual a importância dos produtos de fornecedores portugueses para a Mercadona?
JR:
Assume uma grande importância, porque desde o primeiro dia que afirmamos que em Portugal somos portugueses. Já colaboramos com mais de 300 fornecedores portugueses e, em 2019, compramos mais de 126 milhões de euros em produtos tais como a fruta, os legumes e produtos de padaria e pastelaria. Temos ainda alguns setores em que só compramos em Portugal, por sabermos que são setores sensíveis, como é o caso do Leite. O nosso Leite é 100% português. Tudo em prol da criação de riqueza no país, para desenvolver um projeto de crescimento partilhado e sustentável que a Sociedade queira que exista e sinta orgulho nele.

JA: A Mercadona privilegia o sentido de “comunidade”. De que maneira é que esta forma de estar da marca se evidencia?
JR:
A Mercadona tem uma ligação muito forte com a comunidade local em que está inserida. Temos vindo a realizar vários projetos de responsabilidade social como foi o caso do primeiro supermercado que abrimos em Portugal, em que, juntamente com o Futebol Clube de Canidelo, construímos um estádio de futebol. Também na nossa loja em Matosinhos, que se encontra localizada na antiga Fábrica de Conservas Vasco da Gama, preservamos um edifício histórico e mantivemos o aspeto original da fachada e da chaminé.
No que respeita à preocupação com as entidades locais de cariz social, até à data já doamos mais de 270.000 quilos de produtos de primeira necessidade a grandes entidades, como o Banco Alimentar, Cruz Vermelha e Cáritas, mas também, colaboramos diretamente a partir das 10 lojas, que abrimos em 2019, com 10 Cantinas Sociais de proximidade. Trata-se de uma colaboração diária, de segunda a sexta-feira que consiste na entrega de bens essenciais, alimentares e não alimentares, que se encontram em ótimas condições para consumo, garantindo sempre a máxima qualidade e segurança alimentar.

Medidas de proteção reforçadas desde o início da pandemia

Logo no início da pandemia, a Mercadona envidou esforços para garantir a segurança e a saúde dos clientes e colaboradores. Para esse desígnio, adotou diversas ações de higienização, como o reforço da desinfeção e limpeza dos espaços e a disponibilização de material de proteção a colaboradores e clientes. Os primeiros estão equipados com máscaras, óculos de proteção, luvas e gel desinfetante, enquanto os clientes, à entrada do supermercado, desinfetam as mãos e colocam luvas, sendo-lhes também disponibilizado um papel para desinfetar o manípulo do carrinho de compras.

Comprometida com o ambiente

O compromisso da Mercadona com a sustentabilidade ambiental cifrou-se no “investimento de 44 milhões de euros” feito em 2019, para a implementação de medidas que reduziram a “pegada ambiental” da empresa. Além de aderir à Associação Smart Wast Portugal e ao Pacto Português Para os Plásticos, a Mercadona está envolvida em vários projetos para aplicar os princípios da economia circular nos seus processos, centrando-se numa “logística sustentável”, na “eficiência energética”, na “gestão de resíduos” e na “redução do plástico”.

Os resultados já se fazem sentir: a marca regozija-se por conseguir uma “poupança anual de mais de 16 toneladas de plástico virgem em Portugal”, que resulta da introdução do “saco de plástico reciclável com 50 a 70 por cento de plástico recuperado dos processos internos da Mercadona em Portugal” e da “redução do consumo de matérias-primas e da incorporação de plásticos reciclados em embalagens de produtos de grande consumo”.

Até 2025, a Mercadona tenciona reduzir em 25 por cento o plástico nas embalagens de marca própria, tornar todas essas embalagens recicláveis ou compostáveis e reciclar cem por cento de todos os resíduos plásticos que gera.
 

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