Mega simulacro testou Plano Municipal de Emergência

Uma série de ocorrências testou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil do Município de Vila Nova de Famalicão, ao longo da tarde de sábado, 25 de março.

Abateu-se no concelho de Vila Nova de Famalicão “uma forte intempérie”, que levou a Autoridade Nacional de Proteção Civil a decretar um estado de alerta especial de nível vermelho, no sábado. Com o “agravamento das condições meteorológicas” e o registo de várias ocorrências, foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e consequente mobilização de meios e recursos das corporações de bombeiros, forças de segurança e outros agentes.
As ocorrências aconteceram um pouco por todo o concelho, envolvendo “66 operacionais e 14 viaturas” dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, “39 operacionais e 12 viaturas” dos Bombeiros de Vila Nova de Famalicão, “39 operacionais e sete viaturas” dos Bombeiros de Riba de Ave, “13 operacionais e seis viaturas” da Polícia de Segurança Pública, “oito operacionais e quatro viaturas” da Guarda Nacional Republicana e meios dos “serviços da Câmara Municipal”. Neste cenário, foram “transportados quase, de uma forma simultânea, 14 acidentados, sendo que apenas dois teriam caracterização de ligeiros”, adiantou Ricardo Mendes, vereador da Proteção Civil da autarquia.
Esta simulação tratou-se de “um exercício de teste, denominado Stormex 2017, ao Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil do Município de Vila Nova de Famalicão”, que se inseriu no Mês da Proteção Civil.
O vereador mencionou que esta foi “a primeira vez” que se fez “um exercício deste género com o Plano Municipal de Emergência”, que, na sua opinião, “correu muito bem a nível de articulação entre a Comissão Municipal de Emergência e os meios no terreno”. “Foi muito eficaz. Todos os seis cenários foram resolvidos com prontidão e os meios chegaram atempadamente aos locais, tratando-se de um exercício bastante complexo”, completou.
Ricardo Mendes afirmou que, “relativamente aos hospitais”, ficaram com “a indicação que se sucedesse na realidade, eventualmente, teriam que começar a transferir doentes em estado crítico ou grave para outras unidades sem a participação direta e a triagem dos hospitais, porque o hospital de Famalicão ao receber 11 vítimas teria que ativar um plano de contingência e o hospital de Riba de Ave ativou esse plano e reforçou para receber mais vítimas do que aquelas que eventualmente estariam programadas”.
O vereador reforçou que a existir “um aviso de alerta vermelho, obrigaria à prontidão de todas as forças de Proteção Civil e aos reforços que fossem necessários”, sendo que “todos os meios teriam que estar no quartel”. Mas a Comissão Municipal de Emergência “só” seria ativada se existisse uma “grande panóplia de situações de cenários e à obrigatoriedade de existirem vários comandos em vários teatros de operações e a interligação entre os mesmos, concretamente com as unidades de saúde que irão prestar esses socorros imediatos às pessoas”.

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