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Manuel Pizarro assume que “até ao final do ano” não haverá encerramento de maternidades

Em entrevista à RTP3, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, assegurou que nenhuma decisão de encerrar maternidades será tomada “até ao final do ano”.

Sem colocar de parte eventuais encerramentos, o governante sublinhou que, antes, será feita uma “avaliação criteriosa” ao estudo preliminar feito por um grupo de peritos responsável por propor soluções para as urgências de obstetrícia e blocos de partos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Não lhe posso responder se vão ou não encerrar, vamos fazer uma avaliação. Nunca (fechar) nos próximos meses, seguramente que não até final do ano”, frisou, sublinhando estar empenhado em garantir que o sistema público de maternidades “funciona”.

Manuel Pizarro delegou na direção executiva do Serviço Nacional de Saúde a “decisão do encerramento de maternidades, por exemplo”, após a análise feita pelo governo.

Recorde-se que, em meados de setembro, a Renascença noticiou de que o documento da Comissão para a Reforma das Maternidades propunha a concentração de serviços e fecho de unidades, como a maternidade de Vila Nova de Famalicão.

Citado pela Renascença, Diogo Ayres Campos, coordenador da Comissão, referiu que o documento considera a “concentração de recursos em relação às urgências e blocos de partos nalgumas maternidades”, tendo em conta critérios como “número de partos”, mas também “as acessibilidades das populações” e “as distâncias entre maternidades”.

A de Vila Nova de Famalicão, por exemplo, faz menos de mil partos por ano e está a cerca de 25 quilómetros do Hospital de Braga e do da Póvoa de Varzim e a mais de 30 quilómetros do Hospital Pedro Hispano.

A maternidade de Vila Nova de Famalicão faz parte do Centro Hospitalar do Médio Ave e serve as populações dos concelhos de Famalicão, Santo Tirso e Trofa.

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