Ex-combatentes homenageados com mural em dia da Restauração

“Mãe! Eu entendi a tua mensagem,/ Prometo desistir galhardamente/ A pátria exige valentia e coragem/ Tudo farei para regressar em breve”. São palavras simples, mas carregadas de emoção e que podem ser lidas por todos aqueles que passem pela vila de Ribeirão. A coragem de todos os que juraram amor à pátria está eternizada num monumento em homenagem aos heróis do Ultramar, da “Emboscada na picada entre Nango – Miteda”. Catorze de março de 1966 é a data que todos os que viveram no limiar da vida e da morte não esquecem.
Na cerimónia de homenagem foram entregues medalhas “aos combatentes que há 50 anos as deviam ter recebido”, afirmou o presidente do Núcleo de Ribeirão da Liga dos Ex-combatentes, José Santos. “Muitos partiram sem as conhecer” , completou.
Desta vez foram condecorados 60 homens que escaparam à emboscada retratada no painel de azulejos. “Fui dos que escapei a essa emboscada em Moçambique. Matei para não ser morto”, recordou o presidente do Núcleo de Ribeirão. José Santos disse ainda sentir “gratidão e revolta, por aqueles que politicamente servem e não conseguem recordar-se” daqueles que deram o corpo às balas. “Foi uma cerimónia simples, mas carregada de simbolismo patriótico”, terminou o presidente do Núcleo de Ribeirão da Liga dos Ex-combatentes.

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