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Escolas são amigas da alimentação saudável em Famalicão

Escolas são amigas da alimentação saudável em Famalicão

Paulo Cunha foi almoçar com as crianças da Escola Básica de Vale S. Martinho em dia de ementa vegetariana

Não é muito comum encontrar crianças adeptas de comida vegetariana, mas na Escola Básica de Vale S. Martinho, em Vila Nova de Famalicão, existem pelo menos três: Gustavo Ferreira de 8 anos, Afonso Fernandes de 9 anos e Ana João de 8 anos estão habituados aos pratos preenchidos com legumes, leguminosas e vegetais e admitem que gostam muito. Para o Afonso que frequenta o 4.º ano, a comida vegetariana é mesmo a sua favorita. “Gosto muito de espinafres e couves e prefiro o peixe à carne”, afirma referindo que “em casa” também come comida vegetariana e apesar de “os amigos não gostarem muito” é a sua “favorita”.

Apesar de preferir “massa com almondegas”, Ana João garante que “gosta de pratos vegetarianos” e adora “sopa”. Por sua vez, o Gustavo não dispensa “as alfaces e os legumes”.

Em Vila Nova de Famalicão, é de pequenino que se aprende a importância de uma alimentação saudável, para uma vida mais longa e feliz e, é nas escolas que se educa o paladar. Desde 2016 que pelo menos uma vez por mês, é servida uma refeição vegetariana nas 60 escolas do 1.º ciclo e jardins de infância do concelho, abrangidas pelo serviço de refeições do município. Ao todo, o município é diretamente responsável por mais de 3500 refeições diárias.

No Dia Europeu da Alimentação e Cozinha Saudável, que se assinalou esta quinta-feira, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, sentou-se à mesa com as crianças da Escola Básica de Vale S. Marinho e partilhou com elas a sopa, lentilhas estufadas e gelatina.

Segundo o autarca, “a Câmara Municipal está consciente das responsabilidades que tem neste setor, e com esta iniciativa da introdução da refeição vegetariana queremos, acima de tudo, sinalizar o quanto a qualidade da nossa alimentação é importante para a nossa saúde e para o nosso equilíbrio, passando essa mensagem aos encarregados de educação e às famílias famalicenses”.

“A escola não é apenas o espaço onde se aprende a escrever, a ler e a fazer contas é também o local onde se aprende a comer”, referiu adiantando que a autarquia desenvolve um trabalho de aprovação, fiscalização e monitorização das ementas escolares, tendo em conta o equilíbrio nutricional.

Mas nem tudo é fácil neste processo. De acordo com a coordenadora da Escola, Manuela Pereira, “as crianças nem sempre reagem bem à alimentação mais saudável, têm dificuldades em termos de paladar e, por vezes fazem grande resistência, mas vamos sempre insistindo”.

A responsável revela mesmo que nos dias do prato vegetariano “há crianças a perguntar pelo peixe ou pela carne”.

“É um trabalho que vamos desenvolvendo também na sala de aula e para o qual temos procurado o apoio dos pais”, sublinhou ainda.

Para além das refeições saudáveis, a autarquia fornece ainda a fruta duas vezes por semana a todas as escolas do 1.º ciclo e pré-escolar e apoia na atribuição dos lanches saudáveis.

No conjunto, o município investe anualmente cerca de 900 mil euros.

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