Escola Júlio Brandão comemora 50 anos com pedido de obras no edifício

Na semana em que arranca um novo ano letivo, a comunidade educativa de Vila Nova de Famalicão juntou-se, neste domingo,  para celebrar os 50 anos da Escola EB 2,3 Júlio Brandão. Criada em 9 de setembro de 1968, a escola ficou na altura instalada no edifício da então Escola Industrial e Comercial de Vila Nova de Famalicão, agora Escola Secundária D. Sancho I. O edifício atual entrou em funcionamento no ano letivo de 1987/88.

E foi precisamente na falta de condições do edifício que se concentraram as várias intervenções. Para o diretor do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Carlos Teixeira – onde está inserida a Escola Júlio Brandão – esta instituição já demonstrou em variadas ocasiões que é “capaz de se reinventar, de acomodar a inovação como uma oportunidade e nunca com uma dificuldade”, no entanto, 31 anos depois da abertura deste edifício “a prioridade deve ser colocada nas instalações da escola”, afirmou salientando que “os professores fazem um esforço tremendo, mas há coisas que são estruturais”.

Carlos Teixeira contou com o apoio do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que disse estar “de acordo que este edifício precisa de intervenções, à semelhança de outros edifícios e outras escolas do concelho de Famalicão”.

O autarca lembrou que “há uns anos iniciamos um processo de reforma do edifício educativo, isto é, da estrutura física da educação, no âmbito do pré-escolar e do 1.º ciclo, e estamos neste momento a terminar esse percurso, que envolveu dezenas de escolas do concelho. É verdade que a educação não se cumpre só com alcatrão e cimento, mas sabemos o quanto o edifício é importante”.

Neste âmbito, o autarca assumiu que “à semelhança do que fizemos no pré-escolar e no 1.º ciclo também estamos inteiramente disponíveis para fazê-lo noutros níveis de ensino, desde que nos sejam dados os meios e os recursos, nomeadamente financeiros para que isso aconteça”.

Paulo Cunha foi mais longe e referiu que


“não é desejável que uma criança quando começa a sua formação no pré-escolar tenha condições do ponto de vista físico que são totalmente distintas daquelas que vai ter no segundo ciclo, no terceiro e no secundário”.

 E defendeu “um processo contínuo e uma harmonia do ponto de vista do edificado que seja consequente com a harmonia que existe no projeto educativo, na assertividade da educação e na competência de todos os profissionais”. “Da nossa parte essa vontade existe e existirá sempre esse empenho”, acrescentou.

A cerimónia contou ainda com as presenças do delegado regional da Direção de Serviços da Região Norte (DGEstE), José Mesquita e dos vários diretores dos agrupamentos de escolas de Vila Nova de Famalicão e ficou marcada pela criação de um selo e um carimbo CTT que assinalaram a ocasião.

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