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De Famalicão para Nova Iorque: a atriz que está a dar que falar no cinema americano

De Famalicão para Nova Iorque: a atriz que está a dar que falar no cinema americano

Kika Magalhães é natural de Vila Nova de Famalicão e ainda antes de conhecer a luz do mundo já tinha a representação como uma paixão assumida. De Famalicão ‘saltou’ para Nova Iorque para ser protagonista de um filme de terror que a pôs ‘nas bocas’ dos críticos de cinema.

Quando questionada sobre como e quando surgiu a representação na sua vida a resposta é clara: “Quando ainda estava no ventre da minha mãe”. Apesar disso, Kika negou essa paixão “por muito tempo” tentando “seguir por outros caminhos”. Mas foi um esforço em vão, já que, afirma: “Não escolhi esta profissão, esta profissão escolheu-me a mim”.
A atriz com ADN famalicense participou na série da TVI Morangos com Açúcar mas “gostava de experimentar mais” televisão. Embora tenha a vontade de explorar o mundo televisivo, Kika Magalhães acha que é pelo cinema que vai enveredar. “Adoro fazer coisas novas todos os dias, preparar-me para diferentes personagens e ser atriz de cinema proporciona-me viver muitas vidas em uma só”, disse ao Jornal do Ave a famalicense.
Saiu de Vila Nova de Famalicão ainda com 18 anos, pronta para conquistar o mundo. Passou por cidades como Londres e Barcelona e, em 2012, embarcou para uma das maiores aventuras da sua vida: Nova Iorque, para estudar representação na escola de teatro Neighborhood Playhouse.

“Tenho mil sonhos por realizar”

A vida encarregou-se de lhe dar o grande papel da sua vida, até ao momento. Kika Magalhães foi protagonista do filme de “The Eyes of My Mother”, de Nicolas Pesce. Na história Kika dá vida a Francisca, uma personagem portuguesa, com algumas deixas em português, que surge a comer arroz de cabidela e onde se ouvem fados de Amália. Para vestir a pele de Francisca, a atriz teve que se fechar “algum tempo em casa a ver imensos filmes de terror e a estudar serial killers”.
“O diretor queria incorporar a minha nacionalidade no personagem, por isso eu achei interessante trazer referências de Portugal para aprofundar o personagem e o filme e porque Portugal tem coisas espetaculares que lá fora não são muito reconhecidas”, explicou Kika.
Francisca valeu a Kika vários elogios. Foi considerada um “talento revelação”, uma “estrela” e colocada na lista de melhores atores do festival Sundance, o mais prestigiado festival de cinema independente. “Não estava mesmo nada à espera. A primeira vez que vi o filme achei que ninguém me ia prestar atenção, porque o personagem é muito calado e inexpressivo. Por isso foi uma surpresa muito boa”, confidenciou a atriz ao Jornal do Ave.
Esta Francisca de “The Eyes of My Mother” foi “um salto muito bom” na sua carreira. “Abriu-me muitas portas”, confidenciou a atriz famalicense. No entanto, Kika Magalhães considera que ainda tem “muito que crescer e trabalhar”. “Ainda não estou nem perto de onde quero chegar, para mim isto é só o começo”, confessou.
Foi protagonista em “City of Gold”, produzido pelo Gus Van Sant, e participou também em “Tapestry”.
Christian Bale, Jim Carrey, Bryan Cranston, Natalie Portman são nomes com quem a atriz famalicense gostava de contracenar, quanto a diretores Kika destaca Tarantino, David Lynch e Martin Scorcese.
A famalicense assume-se como “uma lutadora” e, como gosta muito do que faz, promete “não desistir até conseguir chegar onde quer”.
Foi o acaso que a levou a estudar em Nova Iorque, onde considera estarem “as melhores escolas do mundo” e por lá acabou por ficar. Agora volta “pelo menos uma vez por ano para visitar a família e amigos”, que são, assume, o que mais falta lhe faz em solo americano.
A viver em Los Angels, Kika Magalhães não dispensa os ares famalicenses e o apoio da família e dos amigos. Quanto ao futuro são muitos os planos: “Quero um dia escrever, produzir e realizar os meus próprios trabalhos”. “Tenho mil sonhos por realizar, pessoas com quero trabalhar e géneros de representação que quero explorar”, finalizou a atriz natural de Vila Nova de Famalicão, cujo maior sonho “é chegar a velhinha e continuar a ter trabalho estável e estar feliz com o que conquistou na vida”.

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