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Crónica: Desportivo das Aves bate Rio Ave e afasta-se dos lugares de descida

Crónica: Desportivo das Aves bate Rio Ave e afasta-se dos lugares de descida

O Desportivo das Aves venceu este sábado em casa o Rio Ave, por 2-1, distanciando-se dos últimos lugares, na 10.ª jornada da I Liga, num encontro em que os vila-condenses jogaram com menos um elemento desde os 14 minutos.

Os avenses, que somaram a segunda vitória consecutiva no campeonato, adiantaram-se no marcador por Rodrigo, aos 16 minutos, na transformação de uma grande penalidade, em lance que custou o vermelho direto a Nadjack, por entrada imprudente sobre Nildo, e chegou ao segundo golo por Diego Galo, aos 45+2, na sequência de um pontapé de canto.

O  Rio Ave reduziu já nos descontos, aos 90+1, por Bruno Moreira e ainda procurou o empate, mas o tempo era curto e os locais souberam segurar a vantagem.

Com este triunfo, um justo prémio para a equipa que mais fez para ser feliz, o Aves passou a somar 10 pontos, ascendendo, provisoriamente, ao 12.º lugar, enquanto o Rio Ave, que só tinha perdido no campeonato na ronda inaugural (2-0 na visita ao Feirense), mantém 18, mas pode cair do quarto posto no final da jornada.

A formação de José Mota, com Falcão e Derley nos lugares de Vítor Gomes, lesionado, e Mama Baldé, assumiu o jogo desde os primeiros minutos, num registo ‘casava’ a agressividade a meio campo, retirando espaços ao adversário, e saídas rápidas para o ataque, tirando partido da velocidade de Amilton e Nildo, nomeadamente.

Com o mesmo ‘onze’ que deixou escapar a vitória na receção ao Nacional (3-3), na última jornada, os vila-condenses pareceram surpreendidos e, sem bola, quase se limitavam a ver jogar nesta fase inicial, que viria a revelar Leo Jardim como um dos melhores em campo.

O guarda-redes do Rio Ave foi decisivo em três ocasiões na primeira parte, travando remates de Nildo, Derley e Fariña, este último desviado para o ‘ferro’, aos 24, 29 e 45+1, respetivamente, numa altura em que os avenses já estavam em vantagem, conseguida por Rodrigo, na cobrança de um penálti a castigar uma entrada dura de Nadjack, que seria expulso num lance que envolveu Nildo.

O brasileiro, que aos oito minutos, já tinha cabeceado ao poste, foi sempre um ‘quebra-cabeças’ para o Rio Ave, fiel ao seu futebol mais trabalhado, mas já sem poder contar com a criatividade de Coentrão no meio campo, puxado para o lado direito da defesa para render Nadjack.

Ainda assim, aproveitando uma desconcentração dos locais, os vila-condenses podiam ter marcado por Galeno, aos 33 minutos, no melhor lance coletivo da equipa em todo o jogo, num remate que André Ferreira parou com uma grande defesa.

Este lance junto à baliza do Aves foi uma raridade, mas deixou em sentido os locais, que logo trataram de acelerar o jogo, acabando por ser felizes já nos descontos, numa emenda de Defendi, com a coxa, após um primeiro desvio de Ponck, na sequência de um canto.

A segunda parte foi menos intensa e interessante, apesar de algumas tentativas de aproximação dos pupilos de José Gomes, algumas delas em lances de bola parada, acabando por expor, depois, a equipa a contra-ataques. Derley, por duas vezes, podia ter marcado. Seria, no entanto, o Rio Ave a chegar ao golo nos descontos, por Bruno Moreira, de cabeça, na pequena área, que ainda deu alguma esperança, mas o resultado não voltaria a sofrer alterações.

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