Câmara de Santo Tirso poupa 361 mil euros em juros de dívida à Resinorte

A Câmara Municipal de Santo Tirso conseguiu uma poupança de 361 mil euros em juros, para pagamento de uma dívida de 2,7 milhões de euros, herdada do mandato anterior, à Resinorte. As faturas do serviço prestado pela empresa não eram pagas desde o final de 2011, até ao início de 2014. “Comprometida desde o início do mandato com uma política de rigor e de transparência das contas municipais, a Câmara optou, sem hesitação, por abrir um processo de diálogo com a Resinorte que culminou num acordo para a regularização das dívidas acumuladas pelo SMAES”, advogou o presidente da autarquia, Joaquim Couto.

O aditamento ao acordo com a Resinorte para regularização das dívidas respeitantes aos serviços de receção e tratamento de resíduos sólidos urbanos, recolha seletiva e recolha de resíduos sólidos foi aprovado, por unanimidade, na reunião do executivo municipal da passada quinta-feira.

O acordo alcançado com a Caixa Geral de Depósitos “constitui-se como numa vantagem financeira para o Município”, que se traduziu numa poupança de cerca de 361 mil euros. Segundo Joaquim Couto, “a Câmara procurou, responsavelmente, uma solução para o problema”.

“Optamos por um acordo que beneficia a Câmara, sendo certo que estão salvaguardar direitos de que o Município de Santo Tirso não deve abrir mão”, apontou o autarca de Santo Tirso.

O acordo com a Resinorte tem uma cláusula que permitirá à Câmara Municipal de Santo Tirso reduzir a dívida de 2,7 milhões. Em causa está a reivindicação da autarquia em receber o valor dos terrenos de que é proprietária, localizados no Aterro Sanitário e que foram ocupados pela Resinorte e, ainda, ser ressarcida dos prejuízos provocados pelo impacte ambiental, em resultado da atividade desenvolvida pela empresa na área geográfica do concelho.

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