Câmara de Santo Tirso instala Hospital de Campanha na Escola S.Rosendo

ESTRUTURA AVANÇADA SERÁ GERIDA PELO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO AVE

A Câmara Municipal de Santo Tirso montou, em dois pavilhões de sala de aulas da EB 2,3 de Santo Tirso (Escola S. Rosendo), um hospital de campanha como medida preventiva para fazer face à pandemia causada pela Covid-19. A estrutura hospitalar, com capacidade para 63 camas, distribuídas pelos dois pavilhões, será gerida pelo Centro Hospitalar do Médio Ave, que fornecerá os profissionais de saúde e o material hospitalar para colocar em funcionamento, em caso de necessidade, uma unidade avançada disponível para acolher utentes do Serviço Nacional de Saúde.

Em parceria com o Centro Hospitalar do Médio Ave, que serve uma população estimada em cerca de 250 mil habitantes, residentes nos Municípios de Santo Tirso, Famalicão e Trofa, a Câmara Municipal de Santo Tirso instalou na Escola S. Rosendo um hospital de campanha com o objetivo de alargar a resposta à doença causada pelo novo coronavírus.

São 63 camas, distribuídas por 11 enfermarias (antigas salas de aula) e dois pavilhões (A e B), disponíveis para receber, em situação de emergência, doentes referenciados pelo Serviço Nacional de Saúde, sob coordenação do Centro Hospitalar do Médio Ave e das autoridades de saúde.

“Como tenho vindo a dizer desde o início da pandemia em Portugal, a Câmara Municipal está a acompanhar a evolução da doença no País e em território municipal e, em cada momento, avalia a necessidade de adotar novas soluções e medidas, não de uma forma reativa, mas preventiva, para dar a melhor resposta possível às necessidades que se colocam no terreno”, sublinha Alberto Costa, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso.

Por isso, explica o autarca, “em diálogo permanente com as autoridades de saúde, segurança social, agentes da proteção civil, presidentes de Junta de Freguesia, paróquias, empresas, entre outras entidades, temos vindo a consensualizar um conjunto de medidas consideradas adequadas ao momento de saúde pública que se vive no País e no Município”.

Isto para dizer que “as medidas estão a aparecer no terreno consoante é preciso antecipar soluções face à evolução da pandemia”, para que seja possível “ter disponível um dispositivo que salvaguarde as reais necessidades no momento e as que são expectáveis no futuro”.

“Como já se percebeu, o combate à pandemia não é uma corrida de 100 metros, mas antes uma longa maratona, para a qual temos todos de estar preparados e mobilizados, para que possamos estar também todos a remar no mesmo sentido, que é o de defender as populações e enfrentar com todos os meios ao nosso alcance a doença”, defende Alberto Costa, para quem “a resposta ao complexo problema de saúde pública não pode ser dada com medidas avulso e casuísticas, mas antes articuladas e ponderadas com um conjunto alargado de entidades com responsabilidades públicas”.

“Naquilo que são as nossas possibilidades e responsabilidades, tudo temos vindo a fazer para estar à altura da situação pandémica que vivemos no País e no Município”, assume Alberto Costa, acrescentando: “Lançámos um pacote de medidas preventivas e um pacote de medidas de apoio social e económico, face ao brutal impacto que a Covid-19 está a ter não apenas no Município de Santo Tirso como no País, e avançámos como outro tipo de medidas em caso de emergência imediata, das quais destaco os cinco Centros de Acolhimento Municipal, com mais de 300 camas, e o hospital de campanha, com mais 63 camas”.

“Se Todos Cuidarmos de Todos, vamos, com toda a certeza, resistir melhor e vencer a pandemia”, conclui o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso.

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