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Aves perdeu com o Porto

Aves perdeu com o Porto


O FC Porto venceu por 1-0 no reduto do Desportivo das Aves, alcançando os 17 triunfos consecutivos, e reforçou a liderança da I Liga de futebol, mas não se livrou de um susto na última jogada.
O central brasileiro Éder Militão marcou o golo que fez a diferença no jogo que fechou a 15.ª jornada e ajudou o FC Porto a entrar em 2019 como viveu os últimos meses de 2018, somando o registo ímpar no clube de 17 triunfos seguidos em todas as provas e oito no campeonato, após o 0-1 na Luz, em 07 de outubro.

Com este triunfo, que valeu pelo desempenho da equipa no primeiro tempo, o FC Porto cimentou a liderança, com 39 pontos, mais cinco do que o Sporting, que é segundo, seis relativamente ao Sporting de Braga e sete para o Benfica, o único dos candidatos a perder nesta ronda.

O FC Porto, com Casillas e Soares de regresso ao ‘onze’, assumiu, como era previsível, as despesas do jogo, mas o ritmo era baixo e favorecia um Aves que se apresentou com a defesa subida e juntava as linhas, para retirar espaço, iniciando a fase de pressão à entrada do seu meio campo.

José Mota, no lançamento do jogo, tinha advertido para as dinâmicas do jogo portista e, na realidade, às variações constantes de flanco juntavam-se os movimentos interiores dos alas Corona e, sobretudo, Brahimi, convidando à subida dos laterais, o que começou a dificultar as marcações contrárias.

Depois de um atraso defeituoso de Jorge Felippe a obrigar o guarda-redes Beunardeau a uma saída destemida, aos 12 minutos, o FC Porto começou a encontrar espaço e insistiu no corredor esquerdo, com Soares, por duas vezes, aos 16 e 21, a perder o ‘duelo’ para o guarda-redes do Aves, que apenas não conseguiu evitar, no primeiro lance, o remate de Marega ao poste.

Em grande número nas bancadas, os adeptos portistas ainda chegaram a celebrar o anunciado golo, marcado por Soares, mas a posição irregular do avançado apenas atrasou os festejos, por conta de Militão, que se estreou a marcar no campeonato, aos 25, num lance em que uma má abordagem de Jorge Felippe, na área do Aves, permitiu uma finalização fácil ao internacional brasileiro.

O golo portista não mudou o sentido do jogo, que podia ter ficado mais facilitado para os campeões nacionais aos 37 minutos, quando Danilo, a ‘meias’ com Beunardeau, voltou a colocar a bola no fundo da baliza, mas João Pinheiro, bem auxiliado pelo vídeoárbitro, anulou o lance por posição irregular do médio portista.

O Aves, em dificuldades na classificação, não conseguia ter bola e só por uma vez incomodou Casillas, nos descontos do primeiro tempo, num livre direto de Rodrigo, o que acabou por ser um tónico para os locais.

O jogo perdeu intensidade no regresso do descanso, com responsabilidades do FC Porto, que procurou baixar o ritmo e gerir a vantagem, e disso se aproveitou o Aves, que conseguiu recuperar mais bolas e ensaiar algumas movimentações ofensivas, na maior parte das vezes pela esquerda, explorando a menor velocidade de Maxi face a Amilton ou até Mama Baldé.

A vantagem mínima era um risco acrescido para um FC Porto que foi recuando as suas linhas e que apanhou um enorme susto, já nos descontos, num livre em que Nildo levou a bola ao ‘ferro’ da baliza de Casillas.

Estabelecida a melhor marca da história do clube em matéria de vitórias, a equipa de Sérgio Conceição tem no arranque de 2019 o novo objetivo histórico de bater o recorde nacional, que desde 2010/11 está na posse do rival Benfica, fixado na era de Jorge Jesus, com 18 triunfos seguidos.

Para superar este registo, ultrapassadas já as 16 vitórias do Sporting, dos Cinco Violinos, conseguido em 1946/47, o FC Porto tem a receção ao Nacional, em 07 de janeiro, e a visita a Alvalade, para o clássico com o Sporting, na 17.ª ronda do campeonato, em 12 de janeiro.

Foto CD Aves
Texto Lusa

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