Aterro na Trofa é novo e não é extensão do de Santo Tirso – Resinorte

O aterro em Covelas, na Trofa, não será uma extensão do fechado em 2016 em Santo Tirso, que será selado em definitivo a curto prazo, e prevê o aproveitamento do biogás e controlo de odores, anunciou hoje a Resinorte.

Em resposta ao pedido de esclarecimento da Lusa, a empresa concessionária do sistema multimunicipal de tratamento de resíduos urbanos de 35 municípios do norte central de Portugal, confirmou a instalação da Unidade de Confinamento Técnico naquele concelho do distrito do Porto.

Segundo a empresa, a localização do aterro teve em conta a “proximidade das instalações da Resinorte – unidade de tratamento mecânico e biológico do Ave, a disponibilidade de terrenos na região e o aproveitamento da orografia do terreno e distanciamento a zonas populacionais”.

Dando conta que o Plano Estratégico foi “aprovado pela APA [Agência Portuguesa do Ambiente]” e que o mesmo sucedeu com “o Plano de Investimentos pela ERSAR [Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos]”, a Resinorte frisou ainda que “após aprovação formal do projeto base por parte do Ministério do Ambiente vai avançar com a construção da nova unidade“ que receberá em “exclusivo resíduos sólidos urbanos com origem municipal”.

“Esta nova instalação, um investimento inicial de quatro milhões de euros, destina-se apenas e só à deposição de resíduos sólidos urbanos, em conformidade com as obrigações de serviço público da Resinorte”, sustenta a empresa.

A 19 de maio, o presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, revelou à Lusa que a freguesia de Covelas, naquele município, iria receber a extensão do aterro sanitário que será reativado em Santo Tirso, recebendo a autarquia dois milhões de euros de indemnização.

Nessa conversa Sérgio Humberto afirmou que o aterro “vai funcionar dos dois lados [Santo Tirso e Trofa], pois assim será aproveitada a estrutura do lado de Santo Tirso, designadamente do tratamento dos lixiviados”.

A Resinorte apresenta uma versão diferente, não confirmando a versão de “extensão do aterro” divulgada pelo autarca da Trofa, mas antes justificou a nova estrutura pelo esgotamento da capacidade da anterior. 

“O aterro de Santo Tirso, localizado na freguesia de Santa Cristina do Couto, vizinho da futura Unidade de Confinamento Técnico da Trofa, cessou a exploração em finais de 2016, por ter atingindo o limite de capacidade de deposição, razão pela qual se justifica a necessidade do atual projeto de incremento da capacidade de confinamento da Resinorte”, lê-se na resposta à Lusa.

E prossegue: “este aterro de Santo Tirso tem já um projeto aprovado pelas autoridades competentes, para a sua selagem definitiva e subsequente integração paisagística, que se efetivará também a breve prazo”.

Sobre os resíduos, informou a Resinorte, “serão previamente processados na unidade de tratamento mecânico e biológico da empresa de Riba de Ave, tendo, portanto, uma carga orgânica muito reduzida, já que a esta unidade apenas chegará o excedente”.

“De forma a minimizar os impactes ambientais, serão adotadas as melhores práticas e metodologias na conceção e exploração desta unidade, tais como, cobertura diária de resíduos, aproveitamento do biogás, controlo de odores, tratamento e encaminhamento de lixiviados para entidade acreditada, entre outros.

A Resinorte prevê também realizar no território de implantação do novo aterro “projetos de caráter ambiental e social, nomeadamente na requalificação de infraestruturas e vias de acesso no concelho da Trofa, a criação de projetos específicos de recolha seletiva e ações de comunicação e sensibilização ambiental junto da população predominantemente escolar, num investimento, em aprovação, que pode ascender aos dois milhões de euros”.

Obrigado por ler esta notícia

Veja tambem