Artes circenses para a inclusão de pessoas com deficiência

Promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com o Instituto Nacional das Artes do Circo (INAC) e várias instituições sociais do concelho, o projeto arrancou a 10 de maio e vai decorrer até dezembro, com sessões semanais à quarta-feira, terminando com um espetáculo de arte circense na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.
Na primeira sessão de atividades, os participantes encararam este projeto com “sorrisos, boa-disposição, descontração e empenho”, o que pode ser um bom presságio. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, pretende “quebrar a rotina destas pessoas, desafiando-as para arte, a cultura e o circo, valorizando-as e motivando-as a chegar mais longe”.
As sessões, que têm a duração de uma hora e meia e decorrem num dos pavilhões do Lago Discount, são coordenadas por dois formadores do INAC: Ana Dora Borges trabalha a dança e o movimento e Fábio Constantino os movimentos aéreos.
Para Ana Dora Borges este é um projeto de grande importância na inclusão de pessoas com deficiência, porque estão “a sensibilizá-los para a arte e a envolvê-los no próprio processo de criação artística, possibilitando também o contacto com os alunos do INAC”. Para a formadora, o projeto trabalha essencialmente “a autoconfiança, a capacidade de superação e valorização de cada pessoa envolvida, amplificando caraterísticas que já detêm, mas que muitas vezes estão escondidas”.
Os objetivos específicos deste projeto passam por “incentivar o respeito por si próprio e pelos colegas, socializar e integrar, desenvolver a coordenação motora, praticar atividade física, através do trabalho muscular e de alongamento, aprender a noção de espacialidade e concentração, ganhar consciência corporal e despertar o interesse e a perceção artística para a sua formação como cidadão e público artístico-circense”.
APPACDM, a ACIP, a AFPAD, a Associação Teatro Construção, o Centro Social de Landim e o Centro Social e Paroquial de Ribeirão são as associações envolvidas neste projeto. A responsável do Centro Social de Landim, Liliana Isaura, afirmou que este projeto “os deixa muito contentes, porque é uma oportunidade para estes utentes fazerem coisas diferentes, para saírem da instituição e conviverem”. “Ainda estamos na primeira sessão, mas eles estão muito motivados e felizes e alguns já me surpreenderam”, denotou.

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