Antoninas candidatas a Património Cultural Imaterial

“Valorizar e salvaguardar esta tradição secular do concelho, classificando-a como Património Cultural Imaterial”, de forma “a projetá-la internacionalmente”. É com estes objetivos que Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, quer inscrever as Festas Antoninas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

P
ara isso, a Câmara Municipal vai apresentar “uma candidatura no âmbito do projeto regional ‘Romarias do Minho’, constituído pela maioria dos municípios do baixo e do alto Minho, com a missão de identificar, estudar, valorizar e promover as principais festividades minhotas no país e fora dele”.
As propostas para o reconhecimento das Antoninas como uma manifestação cultural imaterial de elevado interesse municipal e a elaboração da candidatura ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial foram aprovadas durante a última reunião do executivo municipal, realizada a 8 de março.
Para Paulo Cunha, “estão reunidas todas as condições para que a inscrição no Inventário Nacional aconteça”, pois sabe que as Antoninas são “as festas ancestrais que identificam e mobilizam os famalicenses”. “São detentoras de uma dimensão religiosa muito forte, mas são acima de tudo uma manifestação popular e social, com as suas marchas e cortejos, que evidenciam o envolvimento e participação de toda a comunidade”, completou.
O Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial constitui-se como medida fundamental para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial em Portugal, e a sua utilização para fins de inscrição de manifestações imateriais representa condição indispensável para sua eventual candidatura à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade ou à Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente.

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