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Agendada para este ano Marcha LGBTQIAP+ em Santo Tirso

Reestruturar o movimento e torná-lo, mais do que um grupo de apoio a pessoas queer, uma estrutura de defesa dos direitos humanos. Este é um dos grandes projetos do famalicense Diogo Barros, fundador e atual porta-voz do Grupo de Apoio a Pessoas Queer (GAPQ), que se recandidata a um novo mandato. As eleições realizam-se a 14 de janeiro.

Entre a propostas apresentadas estava a realização da 1.ª Marcha LGBTQIAP+ de Santo Tirso, mas Diogo Barros decidiu agendá-la ainda antes do sufrágio, após decisão tomada a 30 de dezembro, em reunião geral do movimento, numa proposta que foi aprovada por unanimidade.

“Trata-se de um processo de agilização, após as eleições, queremos trabalhar imediatamente sobre a preparação desta e das restantes Marchas. Se esperássemos pelas eleições, teríamos que apresentar esta medida apenas em fevereiro, na próxima reunião geral. Esta Marcha tem sido muito reivindicada pelos tirsenses, o nosso movimento tem vindo a receber muitos pedidos pela realização da mesma, é por essa razão, uma marcha imprescindível e merece todos os nossos esforços e dedicação”, justificou o candidato.

Santo Tirso junta-se então aos municípios de Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Esposende e Vizela, que irão receber uma Marcha LGBTQIAP+, em 2023.

Diogo Barros candidatou-se a novo mandato na liderança do GAPQ, com a moção “Unir Frentes, Derrotar Ódios”, propondo-se a tornar o grupo em Humanamente, “coletivo pela defesa dos direitos humanos”.

“A luta LGBTI+ é interseccional, e entra na temática dos direitos humanos, não propomos diminuir esta luta, mas sim complementá-la e fortalecendo-a com a luta feminista, antirascista, antifascista, colocando-se ao lado da defesa do bem-estar animal e na defesa das pessoas com mobilidade reduzida, ou portadoras de algum tipo de doença física ou psicológica”, pode ler-se no documento.

A lista de Diogo Barros considera também premente que a ação do movimento seja efetivo numa “resposta” contra o “crescimento da extrema-direita”.

“Fizemos prova de maturidade, consciência e demonstramos que nos encontramos disponíveis para avançar nas questões que tanto defendemos, e não, que sejamos apenas um movimento de fazer barulho e sempre do contra”, argumentou o candidato.

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