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Administrador do Hospital Narciso Ferreira afirma que mulher e filha foram vacinadas porque são voluntárias

Em comunicado enviado à Agência Lusa, o administrador do Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, afirmou que a mulher e a filha foram vacinadas porque são voluntárias no combate à pandemia de covid-19.

«Não existe, assim, qualquer fraude no processo de vacinação. Aliás, sempre se diga que outros familiares de outros trabalhadores que colaboram com a instituição foram igualmente vacinados», adianta no comunicado.

Salazar Coimbra acrescenta que ele próprio foi vacinado porque é diretor clínico do hospital, propriedade da Santa Casa da Misericórdia local.

No comunicado, o médico esclarece que a mulher se ofereceu para participar no auxílio a doentes covid-19 que se encontram no Hospital Narciso Ferreira. «Iniciará esta colaboração logo que a vacina produza o efeito», anuncia.

Realça que o processo gozou de total transparência, razão pela qual, afirma, o nome da mulher foi incluído na lista enviada à ARS – Norte. Quanto ao facto de lhe ser atribuída a profissão de médica, Salazar Coimbra admite o erro, mas que atribui a um lapso dos serviços administrativos, motivado por desconhecimento.

Em relação à filha, Salazar Coimbra refere que foi vacinada porque é médica e que também se disponibilizou «de forma altruísta» para integrar a unidade de doentes covid-19 «em virtude da extrema necessidade de profissionais capazes de permitir uma resposta urgente ao elevado número de doentes na unidade». Esta segunda-feira, o Hospital tinha 72 internados.

Ainda na nota à Agência Lusa, o responsável adianta que o hospital «tinha e tem necessidade de profissionais que cubram todas as carências no atual cenário pandémico, motivo pelo qual aceitou a disponibilidade da profissional em causa, integrando-a no quadro de médicos para a unidade covid-19 na linha da frente».

Na lista dos vacinados a meados de janeiro constavam também outros trabalhadores que não clínicos, como um motorista e o porteiro. Salazar Coimbra refere que estão incluídos na lista de trabalhadores das alas de tratamento covid e «encontrando-se nas prioridades indicadas pelo Ministério da Saúde».

O administrador acrescenta ainda que todos os enfermeiros da ala covid, urgência, gastroenterologia, anestesia, pneumologia, otorrino e bloco operatório foram vacinados. E que «apenas os enfermeiros que prestam serviço nos cuidados continuados não foram vacinados logo de imediato, em resultado de um surto de que foram alvo. Na semana passada foram também estes todos vacinados. Em suma, estão todos os enfermeiros vacinados», garante.

ARS Norte mandou investigar

Contactada pela Lusa, a Administração Regional de Saúde do Norte adiantou que o Grupo de Trabalho para a vacinação covid-19 incumbiu a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS) de averiguar todo o processo de vacinação e a forma como está a decorrer, «no sentido de apurar da existência, ou não, de eventuais inconformidades».

«Pela informação de que dispomos, esse trabalho já está a decorrer, motivo pelo qual, até à conclusão do mesmo, não nos vamos pronunciar», disse ainda a ARS Norte.

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