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Acordo de pagamento põe fim ao Caso Menad e dívidas resultantes do Totonegócio.

Acordo de pagamento põe fim ao Caso Menad e dívidas resultantes do Totonegócio.

O Futebol Clube de Famalicão e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) chegaram a acordo para a liquidação da dívida que pendia sobre o clube há quase 30 anos, resultado das questões relacionadas com a transferência de Jamel Menad, jogador argelino que ingressou no clube em 1990 e do designado «Totonegócio», quando a FPF assumiu junto da administração fiscal o pagamento de dívidas dos clubes.
«Desde que chegamos à liderança do FC Famalicão esta foi uma prioridade que assumimos. O Futebol Clube de Famalicão tem de ser credível, sério, e só com estas bases poderemos projetar o clube para o futuro», diz o Presidente Jorge Silva.
O acordo firmado com a FPF põe fim a uma reclamação de dívida que ascendia a quase 700 mil euros e que, durante anos, foi razão para que a Federação mantivesse cativas todas as receitas e apoios destinados ao FC Famalicão.
«Estamos cansados de uma situação que se arrastava há tantos anos e que é castradora do futuro de crescimento em que estamos focados» acrescenta Jorge Silva. Por parte da Federação Portuguesa de Futebol o seu presidente Fernando Gomes definiu o momento como histórico.
«Ao assumir as suas responsabilidades no acordo agora celebrado os dirigentes do FC Famalicão garantem que o clube deixará de estar sujeito ao peso de dívidas herdadas e poderá enfrentar o futuro de forma serena».
Ao longo dos anos o FC Famalicão viu retidas todas as receitas federativas, mesmo assim, a FPF reclamava um valor próximo dos 450 mil euros, na soma dos dois processos. Nesta negociação o clube juntou todos os documentos contabilísticos em defesa da redução da divida, por comparação com os dados da contabilidade da Federação e Jorge Silva pediu abertura a Fernando Gomes para que fosse encontrada plataforma de entendimento que acabasse com estas duas questões.
«É tempo demais, perdeu-se muita documentação, quer no clube quer na federação, e era necessário senso para por fim a este diferendo. E o presidente Fernando Gomes foi aqui fundamental para aceder à negociação que culminou com este acordo, que já cumprimos integralmente, com pagamento de 150 mil euros, que acaba com este assunto quase 30 anos depois».
Fernando Gomes salientou a postura do clube e dos seus dirigentes que mostraram muita vontade de acabar com uma situação «que ao longo de muitos anos, lhes foi muito penalizadora». «É para nós marcante porque não nos basta apregoar a seriedade e não cumprir.
Continuamos a ser um clube com as dificuldades inerentes a quem vive da cotização dos sócios, da confiança dos nossos parceiros comerciais e das receitas, que são sempre curtas para manter em marcha todos os escalões de formação e o futebol profissional.
É verdade que este é um montante considerável nas contas do clube mas abre portas a receitas da Federação Portuguesa de Futebol, a programas e incentivos, que são fundamentais para a modernização e crescimento» diz Jorge Silva. O Presidente do FC Famalicão acrescentou ainda que «Esta é uma nova era que queremos fundar em alicerces sólidos, sérios e que sejam a imagem onde se reveem os nossos sócios. Estamos certos também que esta postura nos vai levar onde todos sonhamos e que julgamos ser merecedores».

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