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Achados arqueológicos na Ermida em exposição

Cerca de 20 peças, entre líticos, cerâmicas e matérias de adorno, podem ser vistas no Centro Interpretativo do Monte Padrão, até 19 de setembro. Achados estão em exposição, depois de trabalhos realizados numa mamoa que remonta ao quarto milénio antes de Cristo, encontrada na Ermida.

Em 2018, as obras de construção de uma unidade fabril na Ermida, em Santa Cristina do Couto, deram o mote para a descoberta de vários achados arqueológicos que remontam à Pré-história.
Perante a importância dos artefactos descobertos, a Câmara Municipal de Santo Tirso decidiu iniciar um processo de escavações, cujo resultado foi, a 18 de junho, apresentado numa exposição, no Centro Interpretativo do Monte Padrão.
“Foi extraordinário perceber o que ali existia e ter a oportunidade de expor muitos dos artigos descobertos eleva a nossa sensibilidade para esta questão da preservação arqueológica e para que as coisas não façam a qualquer custo”, salientou Alberto Costa, presidente da autarquia, que marcou presença na abertura da mostra, que esteve associada ao 3.º Ciclo de Conferências do Monte Padrão, que se realizou no Centro Interpretativo.
São cerca de 20 peças, entre líticos, cerâmicas e matérias de adorno, que podem agora ser vistas, pela primeira vez, até 19 de setembro, e que para o Município representam “um importante contributo para o conhecimento da pré-história da área meridional do litoral do noroeste português”.
A equipa de investigação encontrou um “monumento de génese neolítica”, originário do quarto milénio antes de Cristo, “constituído, provavelmente, por um dólmen, de planta poligonal, fechado ou com um pequeno átrio a nascente”.
“Este dólmen terá sido desmantelado algures na Pré-história, restando-lhe apenas elementos de contrafortagem nos alvéolos onde assentariam os esteios e um esteio tombado na área central do espaço sepulcral”, pode ler-se na descrição dos trabalhos arqueológicos.
Foram recuperados “11 micrólitos em silex, duas contas de colar em pedra verde, uma pequena enxó (em rocha indeterminada) e uma lâmina em quartzito e outra em silex”.
Os três vasos campaniformes encontrados nas terras da mamoa – dois deles inteiros – confirmam “a utilização/reconfiguração do monumento durante o terceiro milénio antes de Cristo”, apontam ainda os arqueólogos.
Alberto Costa sublinhou que esta exposição é “um testemunho das medidas de salvaguarda do património cultural do concelho, desenvolvidas e implementadas no âmbito do Plano Diretor Municipal”.
“Numa carta arqueológica que o Município tem, saber-se-ia que ali estaria, eventualmente, uma mamoa e apoiados nessas evidências, não deixamos que houvesse qualquer intervenção para termos a certeza de que o ali estava seria preservado”, adiantou o edil tirsense.
A exposição tem entrada livre e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. Ao fim de semana, o espaço está aberto das 9h00 às 13h00.

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