26 de setembro Dia Europeu do Ex-Fumador

O tabagismo é seguramente um dos mais importantes problemas de saúde pública e individual, sendo inclusive considerado um problema de saúde prioritário no âmbito de Plano Nacional de Saúde.

A nível mundial, constitui mesmo a principal causa evitável de doença e de morte.

Além disso, há estudos que mostram que 1 em cada 2 fumadores morrerá por uma doença associada ao tabaco e que as pessoas que deixam de fumar vivem, em média, mais dez anos quando comparadas com aquelas que continuam a fumar… 2,3,4

Mas então se, nos dias de hoje, já não restam dúvidas sobre os malefícios do tabaco, porque será que as pessoas continuam a fumar?

De entre as milhares de substâncias que constituem o cigarro, existe uma, a nicotina, que tem a capacidade especial de “encantar” o fumador… De tal forma que ele vai querer usá-la, mesmo sabendo os seus efeitos nefastos.

Chamamos a isto dependência! E, por isso, é que a cessação tabágica não é um processo fácil. No entanto, é perfeitamente alcançável, desde que o fumador esteja predisposto a essa mudança. É essa a primeira e indispensável condição para o sucesso do processo. Querer. E, como querer é poder, as restantes condições criam-se e gerem-se a seguir…pelo fumador, pelos que o rodeiam, pelo médico.

E agora, dirigindo-me particularmente aos fumadores, numa semana em que se comemora o Dia Europeu do Ex-Fumador, aproveite para pensar neste assunto. Refletir. Se entretanto decidir que quer mudar, agarre essa decisão com todo o empenho. É, sem dúvida, uma das melhores decisões da sua vida! Se precisar de ajuda, fale com o seu médico. Ele saberá como o orientar.

Ana Costa e Sá, Médica Interna da USF Vil’Alva

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