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▶ Video – “7estacas.zip” lotou auditório do Centro Cultural de Vila das Aves

É o homem dos trocadilhos e para fazer jus ao estatuto, utiliza um para explicar a tournée que iniciou em 2019 para assinalar os 30 anos de carreira. Tal como um ficheiro informático zip, “7estacas.zip” compacta alguns dos momentos e personagens que celebrizaram Miguel 7 Estacas no humor.

Foi, literalmente, um espetáculo para rir do primeiro ao último segundo, com direito a bochechas doridas e tudo. Miguel 7 Estacas bem diz que tem “arriscado”, mas a verdade é que o público não arreda pé para ver o artista no auge da carreira, que em 2019 chegou às três décadas.

No Centro Cultural Municipal de Vila das Aves, com a sala lotada, o humorista trofense proporcionou um espetáculo de duas horas e meia, no qual vestiu a pele de algumas das personagens mais famosas, como o Senhor Limpinho, o Mágico Urini e o trolha Fredo.

“Esta tournée começou em Guimarães e esta é a sétima data que cumprimos. O problema é que nos entusiasmamos e o espetáculo estica e estica. Daqui a pouco, terei de marcar sessão para dois dias, para começar no sábado e acabar na segunda-feira”, disse ao JA, entre risos, no final.

“Ainda bem que eu nasci para a comédia. É tão bom fazer rir e isto é quase uma terapia. É tão delicioso sabermos que estamos a fazer as outras pessoas felizes nem que seja por um momento. Esta foi a melhor profissão que me podia ter aparecido”

Miguel 7 Estacas

O motivo pelo qual o comediante utilizou a primeira pessoa do plural para falar da digressão deve-se ao facto de estar acompanhado por dois artistas, uma delas bem conhecida do público de Vila das Aves.

Olga Sousa, atriz do grupo de teatro Aviscena, foi descoberta por Miguel 7 Estacas, que a convidou a fazer parte do projeto. “É, realmente, um grande desafio para quem vem do teatro amador ingressar num espetáculo profissional de comédia. Aceitei com entusiasmo, estou muito empenhada e estou a gostar muito”, revelou.

Com Olga Sousa foi possível conhecer, por exemplo, a esposa do Senhor Limpinho, que contribui para o clímax do espetáculo, num sketch hilariante e elevando ao expoente máximo a vocação do humorista para os trocadilhos. Melhor do que explicar, só assistindo.

30 anos depois ainda tem (muita) piada

Miguel 7 Estacas subiu pela primeira vez a palco para fazer rir em 1989. Trinta anos depois, continua no leque de humoristas mais requisitados do país. “A fasquia está muito elevada”, reconhece, mas sabe que o segredo para se manter no auge entre humoristas jovens com “muito talento” passa por “trabalhar constantemente para não ficar para trás no tempo”. “O registo de humor que se usava vai ficando fora de moda e temos de nos atualizar. Às vezes, é difícil porque nem sempre nos identificamos com o novo registo, mas depois temos de analisar o público e perceber que é aquilo que ele quer”, postulou.

Depois de alguns anos a animar vários públicos em diversas salas de Portugal, Miguel 7 Estacas teve um dos momentos mais relevantes da carreira, em 2002, quando integrou o grupo de comediantes do programa da SIC “Levanta-te e Ri”, no qual teve a oportunidade de regressar recentemente, no relançamento feito pelo canal de televisão. “Foi, mais uma vez mágico, porque foi também jogar em casa, no Porto, com cinco mil espectadores. Tinha tanta vontade de voltar ao programa, consegui-lo foi uma satisfação enorme”, revelou.

Apesar do grave acidente que sofreu numa corrida de carrinhos de rolamentos, em Laúndos, Póvoa de Varzim, em 2015, Miguel 7 Estacas está numa fase ascendente da carreira, com salas cheias e vários projetos em mãos. Para já, as atenções continuam neste espetáculo comemorativo, que tem como ponto alto a sessão no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a 21 de março. Os bilhetes já estão à venda. Seguem-se espetáculos na Póvoa de Lanhoso e Póvoa de Varzim, em maio, e Felgueiras, em junho.

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