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V.N. de Famalicão

Depois de o grupo Ricon, com fábricas em Ribeirão e Fradelos, ter anunciado que se encontra em processo de insolvência, por constrangimentos financeiros, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo, nomeadamente os ministros da Economia e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, sobre “os mais de 800 postos de trabalho em risco”. 

O deputado Pedro Soares questionou Caldeira Cabral se o Governo estaria “a acompanhar a situação”, “que medidas está ou pensa tomar de modo a garantir que a produção tenha continuidade e a evitar que centenas de postos de trabalho sejam colocados em causa ou se está a acautelar os direitos e interesses dos trabalhadores”, nomeadamente se os salários e os subsídios de Natal estariam salvaguardados. As mesmas questões foram colocadas a José Vieira da Silva pelo deputado José Soeiro.
Ao que o Jornal do Ave sabe, os 800 trabalhadores do grupo têxtil receberam apenas metade do salário de dezembro e do subsídio de Natal, sendo que a administração não adiantou quando será pago o restante valor.
“A situação tem vindo a preocupar os trabalhadores, tendo em conta que um eventual encerramento da empresa despoletaria uma crise social e económica de grande dimensão no nosso concelho e em toda a região, certamente com repercussão nacional, mas desde logo para muitas famílias famalicenses que seriam afetadas pelo desemprego”, alegaram os bloquistas tanto no documento que o grupo parlamentar apresentou aos ministros como na moção de apoio aos trabalhadores, na defesa dos seus postos de trabalho e contra o encerramento da empresa, que a concelhia do BE de Vila Nova de Famalicão apresentou na Assembleia Municipal.
O BE de Vila Nova de Famalicão apelou ainda à Autarquia para utilizar toda a sua influência “junto das entidades competentes, Governo, administração do grupo Ricon, bem como junto dos credores, para que tudo façam no sentido de evitar o encerramento das empresas”.

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